Confira as informações sobre as principais espécies de peixes que habitam nossas praias, como também as dicas sobre iscas, equipamentos e formas de pesca para cada espécie.

 

XARÉU

Nome Popular

Xaréu / Crevalle jack

 

Nome Científico

Caranx hippos

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo ovalado e comprimido; cabeça volumosa e alta; focinho arredondado; olhos relativamente grandes; nadadeira peitoral longa, ultrapassando a origem da nadadeira anal. A linha lateral é muito curvada apresentando carenas no final (as escamas da linha lateral são modificadas em escudos). O pedúnculo caudal é muito fino com duas quilhas. A coloração é azulada no dorso, os flancos são prateados com nuances douradas e o ventre amarelado. Possui uma mancha preta na nadadeira peitoral e outra no opérculo. Os indivíduos jovens possuem cinco faixas verticais escuras no corpo e uma na cabeça. Alcança mais de 1m de comprimento total e cerca de 25kg.

 

Ecologia

Espécie oceânica que pode tolerar uma ampla variação de salinidade. Ocorre nas proximidades dos recifes de corais, em águas costeiras, como portos e baías protegidas, e em águas salobras, na foz e subindo os rios costeiros. O xaréu vive geralmente em pequenos cardumes, porém grandes cardumes podem ser vistos na época em que fazem migrações reprodutivas, de novembro a janeiro. É um predador voraz, que consome preferencialmente pequenos peixes, como paratis e tainha, assim como camarões e outros invertebrados. Peixe importante na pesca esportiva e comercial.

 

Equipamentos

Equipamento do tipo médio; varas de ação rápida; linhas de 10 a 25 lb.; e anzóis de n° 1/0 ao 6/0.

 

Iscas

Iscas naturais, como sardinhas, paratis e tainha, e artificiais, como jigs, metais jigs e plugs de superfície e meia água.

 

Dicas

A melhor forma de capturar esse peixe é no corrico, com iscas de sardinha e parati (vivos ou mortos). Quando o cardume está na superfície, usa-se plugs ou colheres. Quanto mais rápido a isca for recolhida, mais fácil o ataque. A briga pode durar mais de 1 hora.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

TARPON

Nome Popular

Tarpon / Pema / Tarpão / Camurupim / Pirapema

 

Nome Científico

Megalops atlanticus

 

Família

Megalopidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte e Nordeste, onde são mais abundantes. Também encontrado no Sudeste.

 

Descrição

Peixe de escamas grandes; corpo alongado e comprimido; boca grande e um pouco inclinada. A mandíbula inferior sobressai para fora e para cima, os dentes são pequenos e finos e a borda do opérculo é uma placa óssea. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto; os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Alcança mais de 2m de comprimento total e 150kg. É considerado por muitos como o peixe mais esportivo do mundo.

 

Ecologia

Peixe pelágico. Vive nas águas quentes, tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie costeira que também pode ser encontrada em alto mar, principalmente nos períodos de reprodução, quando migra em grandes cardumes. Entra nos estuários e na água doce. Possui respiração aérea; a bexiga natatória auxilia na respiração, permitindo que suporte água salobra e doce estagnada e sem oxigênio. Tais águas estão livres de predadores e oferecem refúgio para os jovens. Alimenta-se de sardinhas, anchovas, tainhas, entre outros.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado; linhas entre 20 e 30 lb.; anzóis reforçados de nº 4/0 a 8/0. Recomenda-se o uso de empates de aço.

 

Iscas

Iscas naturais, como sardinhas e paratis, e uma grande variedade de iscas artificiais, como plugs de meia água, jigs, shads e colheres.

 

Dicas

Logo após ser fisgado, salta várias vezes fora da água, requerendo muita atenção do pescador para não deixar a linha bambear. Ao retirar o anzol, muito cuidado com a borda do opérculo que corta como uma navalha. As épocas de captura são entre novembro e março em mar aberto e no restante do ano em mangues.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

SOROROCA

Nome Popular

Sororoca / Caroroca / Cavala / Cavalinha / Cavala pintada / Serra / Serra pima / Serra pininga / Serrinha

 

Nome Científico

Scomberomorus brasiliensis

 

Família

Scombridae

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral brasileiro. No Nordeste, o ano todo, e no Sul e Sudeste, do inverno ao final do verão.

 

Descrição

Peixe de escamas. Apresenta linha lateral em declive lateral. Coloração do dorso de um azul-esverdeado a um cinza-escuro, sendo a sua metade inferior branco-prateada. Nos flancos tem uma série de manchas arredondadas, de cor amarela, dourada ou marrom claro. Atinge aproximadamente 80 cm de comprimento e 3 Kg de peso.

 

Ecologia

A sororoca habita regiões costeiras, junto a ilhas, praias abertas e costões. Anda em cardumes. É um peixe ativo e voraz, alimentando-se principalmente de sardinhas, peixes agulha, manjubas, lulas, crustáceos etc.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

SERNAMBIGUARA

Nome Popular

Sernambiguara / Sernambiquara / Arabebéu / Garabebéu / Pampo gigante / Tambó / Permit / Great pompano

 

Nome Científico

Trachinotus falcatus

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Habita todo o litoral americano e no Brasil é encontrada desde o litoral Amazônico até, apesar de menos frequente, na costa gaúcha. Acostumada com a força das águas marinhas, esse excelente nadador habita os costões, parcéis e lajes sempre próximos à zona de arrebentação. Não se fixa nas estruturas para emboscar suas presas. Prefere usar a velocidade permanecendo mais tempo próximo ao fundo e subindo para pegar alimentos que ficam expostos pela ação das ondas. É possível encontrá-lo na rasura remexendo o fundo arenoso à procura de moluscos.

 

Descrição

Peixe de escamas pequenas. Seu corpo tem formato losangular e é fortemente comprimido, distinguindo-se dos pampos comuns pelos ossos maxilares que se estendem até as pupilas dos olhos e por ter de 19 a 20 raios moles na dorsal e 17 a 19 raios moles na anal. Possui coloração cinza-azulada no dorso, clareando para baixo, e tonalidades amareladas na cabeça, garganta e ventre. Apresenta linha lateral sinuosa. A sernambiguara pode chegar a mais de 1 m e pesar entre 25 e 30 kg. Quando adulto, apresenta poucos dentes ou nenhum, mas suas mandíbulas ósseas servem adequadamente para capturar e degustar suas presas. Faz a alegria dos pescadores com suas corridas espetaculares de muita velocidade e força.

 

Ecologia

Assim como os pampos, vive perto da superfície e nas espumas podendo, entretanto, ser encontrada no fundo nadando sobre as lajes de pedra ou dentro de largas tocas. Alimenta-se de ovos de outros peixes, pequenos peixes, moluscos e crustáceos – em algumas oportunidades é possível observá-la revolvendo o fundo arenoso de pouca profundidade a procura de comida. Tatuís, siris, caranguejos e camarões são crustáceos que também compõem seu cardápio alimentar que junto com os moluscos do tipo saguaritá e sarnambi formam sua melhor opção de iscas naturais. A sua reprodução acontece nos meses de verão e, como os pampos, tem hábitos migratórios partindo para o alto-mar em busca de parceiros. Como executa a tarefa com rapidez, vai e volta para se alimentar, não comprometendo sua abundância no litoral.

 

Dicas

Ao utilizar o equipamento de mosca tome cuidado quando se aproximar do peixe. Na hora do arremesso, coloque a isca a não mais que 1 m do peixe de forma sutil.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

SARGO DE DENTES

Nome Popular

Sargo de dentes / Sheepshead

 

Nome Científico

Archosargus probatocephalus

 

Família

Sparidae

 

Distribuição Geográfica

Distribui-se por todo litoral brasileiro, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá, podendo ser facilmente encontrado durante o ano todo em águas costeiras e rasas com profundidade de até 50 metros onde as pedras se encontram com a areia. Penetra também em águas estuarinas por onde nada em pequenos cardumes. É encontrado em canais litorâneos e fundos pedregosos, coral ou outros que tenham frestas e tocas onde se costumam abrigar, sendo normalmente mais ativos durante a noite.

 

Descrição

Peixe de escamas, o corpo é ovalado e um pouco comprimido. A coloração é cinza esverdeado com 6-7 faixas verticais ao longo do corpo, começando na cabeça e terminando no pedúnculo caudal. As nadadeiras caudal e peitorais são amareladas. A nadadeira dorsal possui uma parte com espinhos e a anal com 3 espinhos. As nadadeiras são longas estendem-se além da abertura anal, quando seu corpo é pressionado. A nadadeira caudal é bifurcada, o que promove boa potência. Tem a boca pequena e horizontal, mas possui uma dentição completa com numerosos dentes bastante fortes, grandes, salientes, arredondados e cortantes que, dispostos numa única ordem, servem para triturar conchas e carapaças de alguns animais. Alcança 90cm de comprimento total e 10kg. Na maioria das vezes, são encontrados exemplares medindo aproximadamente 50 cm e pesando em torno de três a quatro quilos.

 

Ecologia

O sargo de dentes é um peixe onívoro que se alimenta de invertebrados e vertebrados pequenos. Tem preferência por crustáceos, moluscos, mexilhões e pequenos caranguejos de pedras. O período de reprodução concentra-se entre os meses de janeiro a março, atinge a maturidade sexual a partir dos dois anos de idade e, segundo a literatura, pode viver aproximadamente 20 anos. Conforme a condição em que se encontram, as fêmeas podem produzir de mil a 250 mil ovos por desova, um grupo pequeno tem a média de 85 mil ovos que eclodirão após 28 horas de fecundados. Extremamente astucioso e desconfiado, nunca vive em cardumes quando adulto, ao contrário dos jovens que vivem em pequenos cardumes e, na maioria das vezes, refugiam-se entre as estruturas que encontram no local onde habitam. Por brigar muito quanto fisgado, é bastante apreciado pelos pescadores esportivos.

 

Equipamentos

Equipamento médio/médio pesado; linhas de 20 a 30 lb.; anzóis pequenos e resistentes. É importante o uso de líderes de 35 a 40 lb.

 

Iscas

Iscas naturais, como moluscos e camarões. Também pode ser pescado com jigs e metal jigs.

 

Dicas

Os dentes fortes, que são necessários para esmagar e moer os animais, revelam sobras dos mesmos na superfície da água, portanto é um indicativo de sua presença no local. Podem ser encontrados em poços próximos à costa e capturados com caranguejo como isca no anzol Chinú.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

SARGO DE BEIÇO

Nome Popular

Sargo de beiço

 

Nome Científico

Anisotremus surinamensis

 

Família

Haemulidae

 

Distribuição Geográfica

Distribui-se por todo o litoral brasileiro, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá, podendo ser facilmente encontrado em águas costeiras que variem de pouca profundidade até 30 metros, onde a pedraria se encontra com a areia. Também pode frequentar as águas salobras dos estuários.

 

Descrição

Peixe de escamas. É uma espécie que prefere habitar locais com fundos rochosos, recifes, barcos afundados, pilastras de pontes, píeres ou outras estruturas, como rochas com bastante vegetação e corais.

Seu corpo é arredondado, largo, comprimido lateralmente e tem coloração cinza prateado, ventre branco e costas apresentando de 8 a 12 listras longitudinais marrons escuras, mais ou menos visíveis, além de uma mancha negra que se destaca na cauda.

Já as escamas têm o centro mais escuro, assim como as nadadeiras. Pode medir 80 cm e alcançar 10 kg, mas na maioria das vezes são encontrados exemplares medindo aproximadamente 60 cm e pesando em torno de cinco quilos. Com a carne firme e a pele grossa, as escamas parecem que estão apoiadas numa espécie de couro.

 

Ecologia

Atinge maturidade sexual aos dois anos de idade e se reproduzem durante os meses mais quentes, entre setembro e março, ou seja, durante a primavera e o verão. Quando mais jovens são onívoros – a dieta é composta tanto por alimentos de origem animal como também os de origem vegetal – mas quando adulto é exclusivamente carnívoro preferindo ouriços, mexilhões, peixes e crustáceos. Costumam também se alimentar das sobras orgânicas arrancadas das pedras pela força das marés. Por causa dessa dieta alimentar, seus dentes molares são muito fortes servindo para triturar conchas e carapaças de alguns animais.

 

Dicas

Por ser um peixe muito arisco, é necessário muita calma e paciência para localizá-lo. É uma espécie que normalmente fica em locais fundos rochosos, recifes, cascos de navios ou barcos afundados, por baixo de pontes, píeres ou outras construções marítimas, rochas com bastante vegetação e corais, já que durante o dia se esconde em tocas, frestas e sob lajes saindo nos finais da tarde somente para buscar alimentos. À noite e o início do dia são os períodos em que está mais ativo.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

SARGO

Nome Popular

Sargo

 

Nome Científico

Anisotremus surinamensis

 

Família

Sparidae

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral brasileiro.

 

Descrição

Peixe de escamas com corpo oblongo, alto e comprimido, com lábios grossos e muito evidentes. Coloração cinza-prateada, mas graças ao centro escuro de cada escama, muito mais escuro na região anterior. Região anal brancacenta, lábios pálidos, nadadeiras escuras. Jovens branco-amarelados, com duas faixas escuras longitudinais, uma no dorso e outra no flanco. Mancha redonda, negra, na base caudal. Atinge até 80 cm de comprimento e 10 Kg de peso. Carne bastante apreciada.

 

Ecologia

Habita regiões costeiras em profundidades de 1 a 30 m, sobre fundos de pedras ou corais, em costões, ilhas e parcéis.

Passam a maior parte do dia em frestas, tocas e sob lajes. À noite são muito ativos, quando saem para se alimentar. Formam pequenos grupos, raramente cardumes, os grandes exemplares são mais solitários.

Sua reprodução ocorre nos meses mais quentes. Ovos pelágicos e flutuantes, eclodindo entre 22 e 72 horas.

Alimenta-se de ouriços, mexilhões, gastrópodes, peixes e crustáceos. Os jovens comem invertebrados e zooplâncton.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

ROBALO PEVA

Nome Popular

Robalo / Robalo peva / Robalo branco / Robalo coco / Robalo barriga mole / Snook

 

Nome Científico

Centropomus parallelus

 

Família

Centropomidae

 

Distribuição Geográfica

Desde a Flórida, nos Estados Unidos, passando pelo Golfo do México, até Santa Catarina (época do Verão no Brasil).

 

Descrição

Peixe de escamas. Entre os peixes desta família, o robalo-peva (ou peba) tem como característica um corpo mais alto (pelo menos em relação ao robalo-flecha) e a testa levemente côncava. Soma-se a isso, há ainda uma linha lateral escura (não negra), que corre longitudinalmente em toda a sua extensão. Na nadadeira anal há um largo espinho.

Este peixe, que possui outros nomes como camurim-apuá, cambriaçu, camurim-branco, camurim-amarelo, camurim-peba, camurim-pena, camurim-tapa, camuri e cangoropeba, chega a pesar 5 quilos e a medir 70 centímetros.

Peixes desta família são considerados os maiores astros da pesca esportiva.

Na costa brasileira existem cinco espécies. Além do peva, tem o flecha, o ticopá, o corcunda e o sovela (por ordem decrescente de tamanho).

Uma das características da espécie é também não gostar de água fria. Quando a temperatura fica abaixo de 18 graus, logo procuram outro lugar para estar. Quando isso não é possível, ficam letárgicos, não comem e até morrem.

 

Ecologia

Ocorre em costas, estuários, lagoas salobras, rios costeiros, praias, mangues.

Alimenta-se de peixes, crustáceos, moluscos, insetos e vermes.

Quanto à reprodução, a do robalo-flecha é a mais conhecida e acredita-se que nas demais espécies desta família o ciclo reprodutivo seja semelhante. Geralmente ocorre no mar (época de Verão, no Sul e durante o Outono, no Norte e Nordeste). Os ovos são flutuantes e eclodem entre 18 e 36 horas após a fecundação. As larvas são planctônicas e normalmente iniciam seu desenvolvimento em zonas de estuários, mangues e lagoas. Alimentam-se de zooplâncton. Com 2 centímetros de comprimento, os peixinhos já são completos.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado; linhas de 14 a 25 lb., atadas a um arranque de linha mais grossa, com, no mínimo, dois metros, pois, depois de fisgado, o robalo procura proteção entre os galhos e locas.

 

Iscas

As melhores iscas são de camarão e peixinhos vivos, que podem ser arremessadas nas margens ou serem usadas na rodada, próximas ao fundo. As iscas artificiais como plugs, tanto de superfície quanto de meia água, jigs e shads também são bastante produtivas e devem ser trabalhadas junto aos troncos e galhadas nas margens.

 

Dicas

Sempre que sair para uma pescaria de robalo, consulte a tábua de marés (prefira a maré de quarto) e consiga informações sobre o local de pesca, presença de locas e galhadas. Os arremessos devem ser sempre na direção de galhos, raízes e pedras.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

ROBALO FLECHA

Nome Popular

Robalo / Robalo flecha / Snook

 

Nome Científico

Centropomus spp.

 

Família

Centropomidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas. Das seis espécies de robalo encontradas no oceano Atlântico, quatro são capturadas no litoral do Brasil, destacando-se principalmente o robalo-flecha Centropomus undecimalis e o robalo-peva Centropomus paralellus. Ambas possuem o corpo alongado e comprimido e a mandíbula inferior saliente. O robalo-flecha é a maior espécie da família, alcançando 1,2m de comprimento total e 25kg. A coloração do dorso é acinzentada com reflexos esverdeados e o ventre é esbranquiçado. A linha lateral é uma listra longitudinal negra que se estende ao longo do corpo até o final da nadadeira caudal. O robalo-peva é menor, alcançando 50cm de comprimento e 5kg. Apresenta o dorso cinza esverdeado e os flancos prateados.

 

Ecologia

Espécies costeiras, ocorrem em manguezais, estuários e baías. São encontradas em águas salobras, podendo ser capturadas desde a barra dos rios até vários quilômetros acima da foz, principalmente na época de desova. Gostam de águas calmas, barrentas e sombreadas, e ficam próximos ao fundo. Alimentam-se de pequenos peixes e crustáceos, especialmente camarões e caranguejos. São muito apreciados como alimento, especialmente na região Sudeste, e, também pelos pescadores esportivos, porque proporcionam uma luta espetacular, principalmente os grandes exemplares.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado; linhas de 14 a 25 lb., atadas a um arranque de linha mais grossa, com, no mínimo, dois metros, pois, depois de fisgado, o robalo procura proteção entre os galhos e locas.

 

Iscas

As melhores iscas são de camarão e peixinhos vivos, que podem ser arremessadas nas margens ou serem usadas na rodada, próximas ao fundo. As iscas artificiais como plugs, tanto de superfície quanto de meia água, jigs e shads também são bastante produtivas e devem ser trabalhadas junto aos troncos e galhadas nas margens.

 

Dicas

Sempre que sair para uma pescaria de robalo, consulte a tábua de marés (prefira a maré de quarto) e consiga informações sobre o local de pesca, presença de locas e galhadas. Os arremessos devem ser sempre na direção de galhos, raízes e pedras.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

PREJEREBA

Nome Popular

Prejereba / Tripletail

 

Nome Científico

Lobotes surinamensis

 

Família

Lobotidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo alto e comprimido; cabeça pequena, e nadadeiras dorsal e anal alongadas e arredondadas, quase atingindo o final da nadadeira caudal. Esta característica dá o nome em inglês tripletail, ou seja, cauda tripla. A coloração é marrom, com reflexos brancos ou cinza esverdeado. Alcança cerca de 80cm de comprimento total e 20kg.

 

Ecologia

Frequenta as regiões de mar aberto com fundo rochoso, baías, bocas de rios e manguezais. Uma característica peculiar é o hábito de acompanhar objetos a deriva e flutuar ao seu redor. Peixe carnívoro, alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e da fauna acompanhante dos objetos a deriva. Pode ser encontrado sozinho ou aos pares. A carne é saborosa, mas raramente é encontrado nos mercados. É uma espécie importante para a pesca esportiva porque briga muito, chegando a saltar fora d’água.

 

Equipamentos

Varas de ação média/pesada; linhas de 10 a 25 lb; e anzóis de nº 1/0 a 6/0, já que o peixe tem a boca pequena.

 

Iscas

Iscas naturais, como sardinha, e artificiais, como plugs de superfície, meia água e jigs trabalhados na superfície.

 

Dicas

Gosta de ficar debaixo da faixa de detritos flutuantes, exigindo aproximação silenciosa do pescador. Deve-se ter muito cuidado para a linha não arrebentar quando esbarra nas cracas ou vegetação flutuante. Cuidado com os espinhos da nadadeira dorsal e do opérculo, bastante afiados. É pescada de preferência no verão, durante o dia e a noite.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

PESCADA

Nome Popular

Pescada / Pescada amarela / Pescada branca / Pescada olhuda / Pescada cumbucu / Croaker

 

Outros nomes comuns

Calafetão / Cambucu / Cupá / Guatupucá / Pescada verdadeira / Tacupapirema / Ticoá / Tipucá / Tucupapirema / Pescada vermelha / Pescada dourada / Pescada cascuda / Pescada de escama / Pescada selvagem / Ticupá.

 

Nome Científico

Cynoscion spp. / Cynoscion acoupa

 

Família

Sciaenidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas. Na costa brasileira ocorrem mais de 30 espécies de pescada. Entre as características mais interessantes desse grupo está a capacidade de produzir sons por músculos associados à bexiga natatória. As espécies mais comuns são a pescada-amarela Cynoscion acoupa, que pode alcançar 1m e 30kg e tem a cor amarela, a pescada-olhuda Cynoscion striatus, de coloração prateada e olhos grandes, que alcança no máximo 50cm e a pescada-cambucu Cynoscion virescens.

 

Ecologia

Peixes demersais e pelágicos, formam cardumes nos poços e regiões profundas e se alimentam preferencialmente de crustáceos, como camarões, e de pequenos peixes. A pescada-amarela e a pescada-cambucu costumam entrar nos manguezais a procura de alimentos. A pescada-amarela é muito apreciada como alimento, sendo importante na pesca comercial.

 

Equipamentos

Equipamento do tipo médio/pesado para a pescada-amarela; linhas de 14 a 25 lb.; anzóis 2 a 3/0. Para a pescada-olhuda, o equipamento é leve; linhas 0,30 a 0,45; e, anzóis de n° 6 a 1/0. Deve-se usar chumbo de correr quando os peixes estão mais ao fundo, ou bóia quando estão na superfície.

 

Iscas

Quase exclusivamente com iscas naturais de camarão vivo e peixinhos como manjubas e moréias do manguezal. Iscas artificiais podem ser plugs de meia água e jigs.

 

Dicas

O uso de empates é obrigatório para as pescadas em geral, já que a maioria das espécies tem dentes afiados. Quando o local de pesca for mais profundo, as iscas artificiais devem ser trabalhadas junto ao fundo.

A pescada-amarela pode ser pescada tanto com iscas artificiais quanto com as naturais. Entre as naturais, use grandes camarões vivos em fundos de cascalho e pedras. Entre as artificiais, prefira os camarões artificiais, os jigs e os metal jigs, de preferência trabalhando-os bem rente ao fundo. Píeres e pontes abandonadas em locais de estuários e baías podem revelar-se especiais para o encontro com belos exemplares dessa espécie.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

PEIXE GALO

Nome Popular

Peixe galo / Atlantic moonfish / Lookdown

 

Nome Científico

Selene setapinnis e Selene vomer

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo muito alto e muito comprimido; nadadeiras pélvicas muito pequenas; linha lateral com uma série de espinhos na porção posterior, antes do pedúnculo caudal. A coloração é prateada, sendo o dorso verde azulado, os flancos são mais claros e o ventre esbranquiçado. Apresenta uma pequena mancha ovalada preta na margem superior do opérculo e outra do mesmo tamanho na parte superior do pedúnculo caudal. Alcança 60cm de comprimento total e cerca de 4,5kg. Uma outra espécie bastante parecida, o Galo de Penacho (Selene vomer) também é muito comum em águas brasileiras. Neste, a região da “testa” é mais alta e angulada, e os raios moles da nadadeira dorsal e anal são bem alongados, passando da base da nadadeira caudal (característica essa que distingue facilmente as duas espécies). Um pouco menor, alcança em torno de 50cm e pouco mais de 2kg.

 

Ecologia

As duas espécies têm hábitos parecidos: são peixes preferencialmente de superfície, e encontrados até 50 m de profundidade. Podem formar cardumes; porém são mais comuns em pequenos grupos, ou mesmo pares, quando adultos. Os exemplares pequenos e médios são comuns em baías e estuários. Alimentam-se principalmente de peixes e crustáceos. A carne é de boa qualidade, mas não é comum nos mercados. A pesca esportiva é interessante quando praticada com material leve.

 

Equipamentos

Equipamento leve; linhas de 0,20 a 0,35; e, anzóis de n° 8 a 4.

 

Iscas

Iscas naturais como minhoca de praia, tatuíra, pedaços de camarão morto e sardinhas. Iscas artificiais como jigs branco e amarelo.

 

Dicas

Os tamanhos citados na descrição da espécie são dados oficiais, ou seja, advindos de exemplares capturados com fins científicos (devidamente pesados e medidos) e também de recordes homologados pela IGFA. Porém há notícias, na costa do estado do Paraná, por exemplo, de que não raramente são capturados exemplares entre cinco e sete quilos, sendo que no mercado já foi encontrado peixes de até 10kg. Portanto, a pesca dos peixes galo é uma ótima oportunidade para estabelecer um novo recorde mundial homologado pela IGFA.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PARGO

Nome Popular

Pargo

 

Nome Científico

Pagrus pagrus

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral brasileiro.

 

Descrição

Peixe de escamas. É uma das espécies de maior interesse comercial, devido à qualidade de sua carne. Corpo ovalado, olhos grandes, boca pequena provida de séries de dentes, com pontas arredondadas. Coloração rósea. Embora atinjam 80 cm de comprimento e 8 Kg, os pargos mais comuns têm menos de 55 cm e 2 kg.

 

Ecologia

Habita fundos de rochas, de corais ou de areia da costa até próximo da borda da plataforma continental, em profundidades que variam de 10 a até 200 m. Nadam em grandes cardumes.

Sua alimentação inclui a fauna bentônica, pequenos peixes, moluscos e crustáceos.

O chicote ideal para a pesca do Pargo é a pargueira, confeccionada com 3 anzóis e linha em poliamida, super-resistente.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PAMPO MALHADO

Nome Popular

Pampo malhado / Plata pompano / Aracanguira / Aratubaia

 

Nome Científico

Trachinotus marginatus

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Atlântico ocidental, do Brasil a Argentina. No litoral brasileiro da região sudeste a sul.

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo moderadamente alto; dorso azulado, flancos prateados e ventre branco. Possui de 4 a 6 manchas sobre a linha lateral.

O Pampo malhado apresenta manchas curtas na linha lateral e galhas menores; o Pampo galhudo tem manchas até o alto do corpo e galhas mais longas.

 

Ecologia

Vivem sobre fundos rochosos e se alimentam de crustáceos.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PAMPO GALHUDO

Nome Popular

Pampo galhudo

 

Nome Científico

Trachinotus goodei

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

O pampo galhudo é um peixe de escamas ósseo e marinho que pode medir até 50 cm de comprimento e pesar 3 kg.

Dependendo da região é conhecido por pampano, pampo, pampo-riscado, pampo-aracanguira, sargento, vermelho, aratubaia, pampo-de-espinha-mole.

O formato do corpo é ovalado, moderadamente alto e muito comprimido, com boca pequena e focinho curto.

Há pelo dorso, coberto de escamas pequenas e placas ósseas, entre 4 e 5 ou mais listras verticais pretas, por vezes pouco aparentes e não raro ausentes nos exemplares novos, que são iguais aos adultos.

A coloração em geral é prateada, com o dorso levemente mais escura e os flancos com áreas douradas. O ventre também é prateado e a garganta pode apresentar um certo alaranjado ou amarelado.

A nadadeira dorsal, anal e caudal são enegrecidas. A dorsal possui um longo acúleo anterior deitado (daí o nome galhudo), as peitorais pequenas, a anal com os quatro pequenos raios prolongados, ultrapassando a base da caudal, essa, acentuadamente furcada e desenvolvida. Opérculo e preopérculo denteados.

 

Ecologia

São carnívoros e alimentam-se principalmente de invertebrados bentônicos como crustáceos, além de pequenos peixes e moluscos.

Formam pequenos grupos e, na época de reprodução, juntam-se em grandes cardumes para migrar por mar aberto.

A espécie se reproduz em águas abertas nos meses mais quentes; como em outras espécies da família Carangidae. Não há dimorfismo sexual, ou seja, não há nenhuma diferença aparente entre os sexos. Os períodos de desova são razoavelmente longos.

Possui hábitos costeiros, ao longo de praias abertas e baías, da beira do mar chegando até 20 metros de profundidade, com juvenis geralmente encontrados em praias de fundos arenosos. São comumente observados na linha de arrebentação e durante marés, buscando comida revolvida pelas ondas.

Quando jovens costumam formar cardumes. Já os indivíduos adultos são solitários, frequentando as águas agitadas das praias mais profundas e os costões rochosos.

Na chegada da primavera juntamente com o aumento da temperatura, passam a frequentar as praias costeiras, ficando preferencialmente na região onde as ondas estouram.

 

Dicas

As melhores iscas para espécie são o corrupto e o sarnambi. Para prendê-los use anzol maruseigo de tamanho 6 a 14. O material usado pode ser leve com casting de 20 g a 120 g e os arremessos no primeiro e no segundo canal, na espuma das ondas e entrada e saída de canal.

O tamanho mínimo para captura do pampo-galhudo é 15 cm.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

OLHO DE CÃO

Nome Popular

Olho de cão / Olho de vidro / Piranema / Vermelho olhão

 

Nome Científico

Priacanthus arenatus

 

Família

Priacanthidae

 

Distribuição Geográfica

A espécie é encontrada em todo Oceano Atlântico, ao longo da costa brasileira, mas ocorre com mais frequência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.

 

Descrição

O olho-de-cão é um pequeno peixe de escamas, que chama atenção por causa dos seus olhos enormes, que chegam a ser maiores que o comprimento do focinho, e sua cor vermelha bastante intensa.

O peixe tem alto valor culinário e normalmente é encontrado na medida média de 35 centímetros de comprimento, não tendo tamanho mínimo para o abate. Tem o corpo baixo e tipicamente alongado, com a coloração avermelhada intensa (rubro), orlas mais escuras margeando as nadadeiras dorsal e anal, enquanto as ventrais são negras.

A nadadeira caudal tem a borda reta e quadrada e lobos, inferior e superior, muito prolongados, com raios nas barbatanas. As nadadeiras peitorais são pequenas.

Já nadadeira dorsal apresenta dez espinhos e onze raios, enquanto a anal apresenta três espinhos e oito raios, todos avermelhados.

As características das nadadeiras são utilizadas para classificação das espécies, especialmente a natureza e o número de raios que contêm, pois eles se mantêm constantes em cada espécie, qualquer que seja o tamanho e a idade dos exemplares.

 

Ecologia

Tem hábitos noturnos – mas também pode ser capturado durante o dia – e apresenta padrão de distribuição espacial agregado. Vive em fundos rochosos, de areia, pedra, coral e dentro de baías, desde a costa, em profundidades que variam de 10 a mais de 200 m, com preferência para as águas mais profundas.

A espécie é carnívora e se alimenta de camarões, outros peixes menores e crustáceos, mas a maior parte de suas presas são larvas. Atinge a maturidade sexual a partir dos 15 meses de idade e não apresenta nadadeira adiposa, que é encontrada apenas em poucos grupos de peixes marinhos.

 

Curiosidades

No Nordeste, o olho de cão também é chamado de olho do diabo, mas por causa de superstições, o nordestino não fala o nome por acreditar que alguma coisa de ruim pode lhe acontecer ao pronunciar.

 

Dicas

Os cardumes de olho-de-cão são detectados facilmente na sonda, pois sempre ficam a poucos metros do fundo. Se o pescador conseguir descer a pargueira até o ponto onde eles estiverem, dificilmente não obterá sucesso.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

OLHO DE BOI

Nome Popular

Olho de boi / Greater amberjack

 

Nome Científico

Seriola dumerilii

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo alongado, robusto e um pouco comprimido; pedúnculo caudal com quilha dérmica. A coloração é prateada, azul esverdeado escuro, clareando nos flancos e no ventre. A principal característica é uma faixa escura que se estende da maxila superior, passando pelo olho e alcançando a base da nadadeira dorsal. O olho-de-boi alcança até 2,0m de comprimento total e 80kg.

 

Ecologia

Peixe pelágico; vive em cardumes pequenos e freqüenta principalmente as águas agitadas dos costões rochosos e recifes de fora. Os adultos são solitários ou formam pares. Alimenta-se de peixes, lulas e crustáceos. É um peixe de passagem e um grande nadador. Na família, é a espécie preferida pelos pescadores esportivos, porque luta bravamente quando capturada. Também tem grande valor comercial. A carne é bastante apreciada para o preparo de sushi.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado a pesado. A carretilha é mais apropriada, porque esse peixe briga muito levando vários metros de linha, que deve ser de multifilamento entre 60 e 100 libras. Os anzóis devem ser de fortes de nº 5/0 a 10/0.

 

Iscas

As melhores iscas são as naturais, principalmente sardinha. Outros peixes inteiros ou em filés também dão bons resultados. Entre as iscas artificiais, as melhores são os metais jigs, os plugs de meia água e, às vezes, os de superfície. Colheres e ziguezagues também são usados com sucesso.

 

Dicas

Após a captura de um indivíduo, é muito comum a captura de outros porque o cardume geralmente permanece algum tempo na área. Quando fisgado a tendência é levar a isca para o fundo.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

OLHETE

Nome Popular

Olhete / Yellowtail southern

 

Nome Científico

Seriola lalandi

 

Família

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina). Mais comum do Nordeste a Santa Catarina.

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo alongado e um pouco comprimido; olhos relativamente grandes; apresenta quilha no pedúnculo caudal. A coloração é prateada, sendo escura no dorso e clareando nos flancos e em direção ao ventre, prateado mais claro. Apresenta uma faixa escura que se estende do olho até a base da nadadeira dorsal. A cauda é amarelada o que dá a ele o nome em inglês de yellowtail. Os indivíduos jovens apresentam sete faixas verticais ao longo do corpo.

 

Ecologia

Espécie pelágica, conhecida como peixe de passagem. Freqüenta águas relativamente rasas e agitadas, nas proximidades dos costões rochosos e recifes. Os indivíduos jovens formam pequenos cardumes, mas os maiores são solitários, vivendo sozinhos ou em pares. Alimenta-se principalmente de lulas, crustáceos e pequenos peixes. Tem importância na pesca esportiva e comercial.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado a pesado. A carretilha é mais apropriada, porque esse peixe briga muito levando vários metros de linha, que deve ser de multifilamento de 40 a 80 lb. Os anzóis devem ser fortes de n? 5/0 a 10/0.

 

Iscas

As melhores iscas são as naturais, principalmente sardinha. Outros peixes inteiros ou em filés também dão bons resultados. Entre as iscas artificiais, as melhores são os metais jigs, os plugs de meia água e, às vezes, os de superfície. Colheres e ziguezagues também são usados com sucesso.

 

Dicas

Não é um peixe que pode ser pescado da praia, a melhor forma de se pescar é embarcado. Como é um peixe de passagem, o pescador deve procurar em lajes submersas se ele está presente ou não.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

NAMORADO

Nome Popular

Namorado

 

Nome Científico

Pseudopercis numida

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral brasileiro.

 

Descrição

Peixe de escamas com corpo robusto e alongado e boca larga com lábios espessos. Nadadeiras anal e dorsal contínuas até a cauda. Coloração marrom-violácea no dorso, pintalgado com máculas brancas e ventre claro. Pode atingir 1 m de comprimento. De carne excelente e importante na economia pesqueira.

 

Ecologia

Habita fundos de areia de águas profundas.

Alimenta-se de crustáceos e pequenos peixes.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

MIRAGUAIA

Nome Popular

Miraguaia / Piraúna / Black drum

 

Nome Científico

Pogonias cromis

 

Família

Sciaenidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul). Mais comum nas regiões Sudeste e Sul.

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco achatado; focinho obtuso e reto em sua parte anterior, boca inferior. A coloração do dorso varia de cinza a marrom escuro ou preto, o ventre é mais claro. Os jovens são mais claros e apresentam 4-5 faixas escuras verticais, que se confundem com a cor geral, cada vez mais escura à medida que crescem. Alcança 1,7m de comprimento total e 50kg.

 

Ecologia

Espécie costeira; vive sobre fundo de areia, lodo ou cascalho, principalmente em áreas estuarinas próximas a rochas e em canais. Alimenta-se de moluscos, principalmente mariscos, crustáceos e peixes. Migra para águas mais quentes durante o inverno, época da reprodução, quando pode ser encontrada junto a costões rochosos. Os juvenis entram freqüentemente nos estuários. É um peixe muito esportivo, corre e briga muito. Geralmente a carne é infestada de vermes, fazendo com que seja importante comercialmente apenas em algumas regiões.

 

Equipamentos

Equipamento do tipo pesado/médio pesado com carretilha/molinete para 300 metros de linha; linhas entre 30 e 80 libras e anzóis de n° 4/0 a 7/0.

 

Iscas

Iscas naturais, como mariscos, caranguejos, moluscos, camarões e tatuís.

 

Dicas

É necessário ter muita atenção na pescaria, pois, apesar do grande porte, a ferrada desse peixe é muito sutil.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

MERO

Nome Popular

Mero / Goliath grouper

 

Nome Científico

Epinephelus itajara

 

Família

Serranidae

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral brasileiro.

 

Descrição

Peixe de escamas. Pode atingir grandes dimensões, pesando até 400 Kg e medindo 4,0 m de comprimento. Coloração olivácea-escura uniforme nos adultos, mas nos jovens pode-se notar pontos negros na cabeça e 5 faixas sobre o corpo. É marcado visivelmente por sua cabeça lisa e larga, espinhos dorsais curtos, olhos pequenos e dentes caninos. A carne é muito apreciada.

 

Ecologia

Habita águas costeiras com fundo de pedra e grandes tocas, até 100 m de profundidade.

Abriga-se em tocas. Agregam-se perto da foz de grandes rios em épocas e locais conhecidos com a finalidade de encontrarem parceiros para reproduzir.

Começam a reproduzir com 1,1 a 1,2 m de comprimento e com 4 a 7 anos de idade. Desovam na embocadura dos rios.

Alimenta-se de crustáceos e peixes.

 

Equipamentos

O equipamento deve ser do tipo extrapesado.

 

Iscas

Iscas naturais, peixes vivos e até mesmo arraias.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

MERLUZA

Nome Popular

Merluza / Merluza argentina / Austral

 

Nome Científico

Merluccius hubbsi

 

Família

Serranidae

 

Distribuição Geográfica

Entre o Rio de Janeiro e o sul da América do Sul, em regiões de fundo de areia ou cascalho.

 

Descrição

Peixe de escamas cicloides e medianas, que se desprendem facilmente. Possui corpo alongado, ligeiramente comprimido. Boca grande protrátil, pedúnculo caudal curto, com aleta caudal terminando em linha reta nos adultos. Das aletas dorsais, a primeira dorsal apresenta raios duros, a segunda dorsal de base ampla bilobulada. Dorso e flancos azulados até a linha média do corpo, face ventral branco-prateado. As fêmeas adultas chegam a medir 90 cm de comprimento e os machos 60 cm.

 

Ecologia

Realiza migrações sazonais e migrações verticais ao longo do dia, provavelmente em função da sua alimentação, a qual ocorre principalmente à noite. Forma cardumes densos no fundo durante o dia, que se dispersa à noite.

A reprodução se dá no do inverno e na primavera. Atingem a maturidade sexual quando as fêmeas chegam a 36 cm e os machos 36 cm de comprimento, correspondendo a 3 ou 4 anos de idade para ambos os sexos.

Alimenta-se de invertebrados, peixes e lulas. Pode ocorrer canibalismo na escassez de alimentação.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

MARLIN AZUL

Nome Popular

Marlim azul / Blue marlin

 

Nome Científico

Makaira nigricans

 

Família

Istiophoridae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Alcança a costa brasileira no final da primavera e começo do verão (novembro a março), quando as águas limpas, azuis e quentes se aproximam da costa. Em Vitória, sua pesca pode ser feita a 18 milhas da costa onde as profundidades sofrem uma queda brusca para mais de 1000 metros. Ocorre no litoral das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país, com ênfase no Sudeste. São encontrados no mar azul, faixa por onde passa a corrente de águas quentes, no encontro dessas com as águas frias estão os peixes de bico. Sua época de captura vai de outubro a fevereiro.

 

Descrição

Peixe de escamas alongadas que cobrem todo o corpo. É o maior dos peixes de bico. Possui focinho em forma de espada; corpo mais alto no início da nadadeira dorsal, afinando em direção à nadadeira caudal que é muito grande e furcada; as demais nadadeiras são pontudas. A coloração é azul escura no dorso e prata no ventre, com uma faixa horizontal nos flancos quando o peixe está vivo. Possui cerca de 15 séries verticais de pintas saindo da região dorsal em direção ao ventre. O marlim azul alcança cerca 5m de comprimento total e 800kg.

Suas cores são: no dorso azul-escura e branco prateada nos flancos e ventre, possui cerca de 15 faixas estreitas, verticais, cor de cobalto ou pálidas, na dependência da coloração geral do peixe tendem a desaparecer no peixe morto. É capaz de mudar a cor, variando de todo escuro a um branco-sujo geral ou mesmo com amplas áreas avermelhadas.

 

Ecologia

Espécie pelágica, migradora, oceânica, que alcança a costa brasileira no final da primavera e começo do verão (novembro a março), quando as águas limpas, azuis e quentes se aproximam da costa. Pode ser encontrada sobre as regiões do talude continental. Não costuma nadar em cardumes, mas, na época reprodutiva, forma grupos pequenos. A alimentação consiste basicamente de peixes, como atuns, bonitos, dourado, peixe voador, e lulas e sépias.

O marlin azul é considerado sexualmente maduro a partir dos 2-4 anos de idade. A sua reprodução verifica-se em águas tropicais e subtropicais no verão e na queda da estação. O marlin azul tem um crescimento rápido. Talvez um dos crescimentos mais rápidos, senão, o crescimento mais rápido de todos eles, (teleosts). Chega a alcançar, no seu primeiro ano de vida, um crescimento de 30 a 45 quilogramas. A fêmea tem um crescimento mais rápido e alcança um tamanho máximo, maior que os machos.

É um peixe naturalmente do dia, quando está mais próximo da superfície e, à noite, procura as águas mais profundas, sem manifestar grande interesse por alimento. Quando é fisgado e liberado, ou consegue fugir, a briga acarreta uma grande produção de ácido láctico na corrente sanguínea. É necessária uma oxigenação maior do que a normal para se livrar deste ácido, o que consegue mergulhando a uma profundidade 100m, onde encontra maior concentração de oxigênio, quando descansa por algumas horas até se recompor. Assim é quase que impossível se fisgar o mesmo peixe num curto espaço de tempo.

 

Equipamentos

Equipamento do tipo “barra pesada” para pesca oceânica. As varas devem ter passadores com roldanas e as carretilhas devem ter capacidade para armazenar pelo menos 500m de linha. Só é capturado no corrico.

 

Iscas

Iscas naturais, como peixes voadores, farnangaios e atuns, e iscas artificiais. As iscas artificiais preferidas são as grandes lulas, mas algumas vezes atacam os plugs de meia água.

 

Dicas

Por melhor que seja o equipamento, se não houver calma, experiência e uma boa equipe, os peixes não serão embarcados. A melhor época para a pesca é no verão quando encosta a Corrente do Brasil no Sudeste e no meio do ano em ilhas afastadas e no Nordeste.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

MANJUBA

Nome Popular

Manjuba / Manjuba verdadeira

 

Nome Científico

Anchoviella lepidentostole / Anchoa tricolor

 

Distribuição Geográfica

No Brasil, ocorrem do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul.

 

Descrição

Pequeno peixe de escamas. Distinguem-se das sardinhas por serem menores e mais esguias. Seu comprimento varia de 9 a 14 centímetros, sendo as fêmeas sempre maiores que os machos. De cor branca brilhante, as manjubas apresentam uma faixa lateral que se inicia estreita na proximidade dos opérculos (formação óssea que protege as guelras), alargando-se sensivelmente no meio do corpo, para estreitar-se novamente perto da cauda. Esta tem a base branca-prateada, a parte central amarelada e as bordas escuras. A cabeça apresenta-se escura na porção superior, marcada por numerosos pontos negros. Importante na economia de muitas regiões para os pescadores artesanais. É muito consumida em todo o Brasil, como petisco.

 

Ecologia

Habitam regiões costeiras, praias, mar aberto, regiões estuarinas, concentrando-se em grandes cardumes em regiões semiabertas.

As manjubas migram para os rios com a finalidade de reprodução. Reproduzem-se de outubro a março (primavera-verão). A reprodução ocorre, praticamente durante todo o ano, com dois picos de maior intensidade no verão e no mês de outubro. A espécie é de vida curta (pouco mais de três anos), o crescimento é rápido e, em um ano, com cerca de 9 cm está pronta para desovar, penetrando pela primeira vez nos rios.

As manjubas verdadeiras formam cardumes de caráter transitório ou permanente dentro dos estuários. É mais abundante em águas com salinidade mais elevada. Os adultos são normalmente encontrados em alto mar, aproximando-se da costa na época de reprodução.

Desempenham importante papel na cadeia alimentar dos oceanos, servindo de forragem a muitas espécies de peixes e aves marinhas.

Alimentam-se de pequenos crustáceos e algas planctônicas.

 

Ameaças

Muito procurada para isca. Pesca predatória, poluição e destruição do habitat são as principais ameaças.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

LINGUADO

Nome Popular

Linguado

 

Nome Científico

Paralichthys brasiliensis

 

Distribuição Geográfica

Em todo o litoral do Brasil

 

Descrição

Peixe de escamas. Apresenta uma anatomia muito curiosa. Com o passar de muitos anos, ao longo de seu processo evolutivo, um de seus olhos migrou para o outro lado do corpo. Possuem o corpo bastante achatado, elíptico, com raios centrais da caudal maiores. Nadadeiras dorsal e anal longas, sendo a dorsal com início geralmente no alto da cabeça e ambas terminando muito próximas à caudal, quando não contínuas a esta. Perfil anterior da cabeça reto ou com ligeira concavidade, boca grande e oblíqua, com dentes, ultrapassa a margem posterior do olho inferior. Escamas ctenóides no lado oculado, ciclóides no cego. Linha lateral com distinto arco acima da peitoral. Lado oculado marrom-escuro, com reflexos verdes. Manchas escuras pequenas são frequentes, bem como pontos e manchas brancas, mais comuns nos jovens. Atinge até 1 m de comprimento e 12 Kg de peso. Sua carne atinge altos preços no mercado, uma vez que é considerada uma das mais finas.

 

Ecologia

Peixes costeiros, frequentam as zonas de maré em profundidades de até 40 m, muito comuns em baías, praias e próximo a ilhas, sobre fundos de areia ou lodo.

Apoiam-se totalmente sobre o lado sem olho. Vivem permanentemente deitados, semienterrados em fundos de areia e se valem de seu disfarce e esconderijo para capturar suas presas. São capazes de alterar totalmente a sua coloração, confundindo-se com o substrato de maneira impressionante e rapidíssima. Movem-se ondulando o corpo, às vezes com grande velocidade, mas preferem confiar em seu mimetismo e são facílimos de serem alcançados pelo mergulhador e caçador submarino. Geralmente podem ser encontrados em pequenos grupos de 3 a 15 indivíduos. Os exemplares maiores são mais solitários.

A época da reprodução varia, os ovos são pelágicos e flutuantes e as larvas são como as dos outros peixes, isto é, com orientação vertical e um olho de cada lado da cabeça. Com o crescimento, o crânio entorta e um olho migra para perto do outro, ao mesmo tempo em que o peixe vai abandonando o nado normal para passar a se orientar em termos horizontais e a viver em contato normal com o substrato. Aparentemente a reprodução ocorre no inverno.

Os linguados são carnívoros predadores, alimentando-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

GUAIVIRA

Nome Popular

Guaivira – Salteira

 

Nome Científico

Oligoplites saurus

 

Distribuição Geográfica

Todo o litoral do Brasil.

 

Descrição

Peixe de escamas embebidas na pele, dando a esta uma aparência muito macia. Corpo alongado, estreito e comprido, espinhos anteriores curtos, maiores e mais evidentes nos jovens, maxilares grandes e estreitos com uma única série de dentes no superior e com o perfil do inferior muito convexo. Parte posterior da dorsal e anal formada por raios praticamente isolados, quase como pínulas. Possui bela coloração prateada, com alguns nuances em seu dorso que variam do azul ao verde.

Ventre e flancos frequentemente dourados. Sua cauda é bem amarela. Pode alcançar 60 cm de comprimento e peso em torno de 2 kg. Suportam muito bem grandes variações de salinidade e gostam de acompanhar as marés, que revolvem o fundo, buscando comida.

 

Ecologia

Peixe costeiro, frequenta mangues, estuários, canais, praias e regiões próximas de ilhas e pontas de pedras, da superfície ao fundo. Quando na superfície saltam fora da água, em perseguição a peixes menores. Os jovens são vistos flutuando na superfície, com a cabeça para baixo, lembrando folhas de mangue, em disfarce evidente, mesmo que não haja detritos na área.

Pela presença comum de jovens em águas estuarinas e canais de mangue admite-se que a sua reprodução ocorra em tais áreas e não em mar aberto.

Forma grandes cardumes ou grupos moderados.

Alimenta-se de pequenos peixes, lulas e crustáceos. Há relatos de que os jovens desta e das demais espécies do gênero se alimentam de escamas de peixes maiores.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

DOURADO DO MAR

Nome Popular

Dourado do mar / Dolphinfish

 

Nome Científico

Coryphaena hippurus

 

Família

Coryphaenidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

 

Descrição

Espécie de tonalidades metálicas e escamas pequenas. É um peixe bastante peculiar, tanto pela forma do corpo quanto pelo colorido. O corpo é alongado e comprimido, mais alto na região da cabeça, afinando em direção à nadadeira caudal, que é furcada. A principal característica é a longa nadadeira dorsal, que se estende da cabeça à cauda, com cerca de 60 raios. A coloração do dorso é azul ou verde azulado iridescente, os flancos são dourados e salpicados com pintas claras e escuras e o ventre é prateado. A nadadeira dorsal é azul forte, a anal é dourada ou prateada e as outras nadadeiras são douradas ou prateadas, com a margem azul. Alcança 2 metros de comprimento total e 40 kg.

 

Ecologia

Existem duas espécies conhecidas como dourado, ambas com ampla distribuição geográfica. C. hippurus é a espécie encontrada no Brasil. Espécie migradora, vive em cardumes no alto mar, sendo que os jovens costumam ficar próximos à costa, onde a espécie se reproduz. Alimenta-se de lulas e pequenos peixes (sardinhas, parati, farnangaio). É um peixe extremamente rápido que dá saltos espetaculares e briga bastante. Os cardumes costumam acompanhar grandes objetos à deriva, às vezes o próprio barco. Entre os meses de outubro e março, os dourados ficam mais próximos da costa brasileira, acompanhando a corrente do Brasil. É muito procurado tanto pelos pescadores esportivos quanto comerciais.

 

Equipamentos

Equipamento médio/pesado; linhas 12 a 25 lb.; anzóis de nº 2/0 a 6/0, não sendo necessário o uso de encastoado. A chumbada não pode ser muito pesada.

 

Iscas

Iscas artificiais: plugs de meia água, poppers, lulas e colheres são as mais utilizadas tanto na modalidade de arremesso quanto no corrico. Sardinhas, farnangaios e lulas são as iscas naturais mais usadas.

 

Dicas

Nos meses de janeiro/fevereiro pode ser encontrado mais perto dos costões. Uma forma de manter os peixes próximos da embarcação é deixar o primeiro exemplar capturado dentro da água.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CHERNE

Nome Popular: 

Cherne / Snowy Grouper

 

Nome Científico: 

Epinephelus niveatus, Epinephelus nigritus

 

Família: 

Serranidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, onde é mais raro.

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo grande, alto e comprimido. A coloração é marrom avermelhado, algumas vezes mais clara no ventre; a margem da parte espinhosa da nadadeira dorsal é escura. Indivíduos jovens apresentam manchas brancas distribuídas regularmente em fileiras verticais e uma grande mancha escura no pedúnculo caudal, que se origina no dorso e atravessa a linha lateral. Alcança 1,2m de comprimento total e 30kg. Existe uma espécie maior, o cherne negro Epinephelus nigritus, que atinge mais de 2m de comprimento total e cerca de 200kg.

 

Ecologia
Os peixes jovens vivem em águas rasas, em costões, estuários e recifes costeiros; à medida que crescem dirigem-se para águas mais profundas, com fundo rochoso, onde ficam parados a maior parte do tempo. São peixes vorazes que se alimentam principalmente de peixes, não desprezando os crustáceos. Têm grande valor comercial. A pesca amadora é mais difícil porque os grandes indivíduos habitam águas profundas. A espécie maior é um dos grandes troféus da pesca subaquática.

 

Equipamentos
Equipamento do tipo médio/pesado; linha 0,60 a 0,90mm; e, anzóis 2/0 a 8/0.

 

Iscas
Iscas naturais: peixes pequenos (sardinha e parati), camarão, lula e siri. Iscas artificiais usados na modalidade vertical jigging, shads e grubs.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CAVALA

Nome Popular: 

Cavala / Cavala verdadeira / King Mackerel

Nome Científico: 

Scomberomorus cavalla

 Família: 

Scombridae

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina). Ocorre no litoral do Nordeste o ano todo, mas no Sudeste e Sul é mais freqüente no verão.

 Descrição Peixe de escamas tão pequenas que dão a impressão de não existirem; corpo fusiforme, ligeiramente comprimido; nadadeira caudal muito furcada; focinho pontudo. A coloração do dorso é azul metálico, sendo os flancos e ventre prateados. A linha lateral é marcada, servindo para distinguir as espécies do gênero. Entre as espécies desse gênero, S. cavalla é a única que não possui pintas nem manchas. A cavala-verdadeira pode atingir mais de 1,9m de comprimento total e 45kg.

 Ecologia

Espécie migradora. Forma grandes cardumes com indivíduos da mesma idade, ocorrendo na superfície e meia água. Os cardumes de cavala seguem os cardumes de peixes menores, como sardinhas e manjubas, e lulas, que constituem seu principal alimento. Vive em alto mar, mas durante o verão, freqüenta os costões rochosos e regiões de mar aberto, não muito distantes da costa. É uma espécie muito esportiva e muito comercial.

Equipamentos
Equipamento de ação média a média/pesada; linhas de 10 a 50 lb.; anzóis de nº 2/0 a 6/0. A bóia é um material útil para manter a isca na meia água.

Iscas
As iscas de peixes e lulas são as ideais. Os plugs de meia água, jigs e lambretas tracionadas no corrico também são muito eficientes.

Dicas
É recomendável o uso de empate de aço, porque os dentes da cavala são muito afiados.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CARAPAU

Nome Popular: 

Carapau / Xarelete / Xerelete / Blue runner

 

Nome Científico: 

Caranx crysos

 

Família: 

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

 

Descrição

Peixe de escamas, corpo alongado e comprimido, perfil superior da cabeça arredondado.

A coloração do dorso varia do azul esverdeado ao cinza e os flancos e ventre são prateados ou dourados; apresenta uma mancha preta na parte superior do opérculo.

Alcança 70cm de comprimento total e 5kg.

 

Ecologia
Espécie costeira; vive em baías, costões e nas proximidades das ilhas.

Os cardumes ocorrem desde a superfície até próximo ao fundo.

Os adultos alimentam-se de peixes, lulas, crustáceos e outros invertebrados, inclusive bentônicos.

Espécie comum nos mercados, a carne é boa se for sangrado logo após a captura.
Na pesca amadora, oferece alguma resistência quando o material é leve. É uma excelente isca para a pesca esportiva oceânica.

 

Equipamentos

O material deve ser leve, as linhas de 8 a 20 lb. e os anzóis até o n° 1/0.

 

Iscas

Iscas naturais, como pedaços de peixes, camarão, moluscos; e, iscas artificiais, como plugs de superfície e meia água e jigs.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BIJUPIRÁ

Nome Popular: 

Bijupirá / Cobia

 

Nome Científico: 

Rachycentron canadum

 

Família: 

Rachycentridae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul). Mais comum no Nordeste.

 

Descrição

Peixe de escamas muito pequenas; corpo alongado e subcilíndrico; cabeça grande e achatada. As nadadeiras dorsais e anal são do mesmo tamanho, dando a impressão de uma ser reflexo da outra. A nadadeira caudal tem o lobo superior muito maior que o inferior. A coloração é marrom escura, sendo o ventre amarelado; apresenta duas faixas prateadas ao longo do corpo.

As nadadeiras são escuras. Pode alcançar 2m de comprimento total e 70kg.

 

Ecologia

Espécie de superfície e meia água; vive em áreas costeiras e no alto mar. Pode ser encontrada ocasionalmente em águas rasas com fundo rochoso ou de recife, assim como em estuários e baías. Normalmente é encontrada sozinha ou aos pares, mas pode formar cardumes pequenos. Alimenta-se de peixes, crustáceos e lulas. A carne é relativamente saborosa e tem muitos apreciadores, mas não é muito comum nos mercados. É um peixe muito lutador e, portanto, muito apreciado pelos pescadores esportivos.
Pode ser pescado na beira da praia, em mar aberto e próximo a ilhas e recifes.

 

Equipamentos

O equipamento é do tipo médio/pesado; linhas de 20 a 80 libras e anzóis até n° 7/0.

 

Iscas

As iscas naturais, sardinhas, xereletes, corcorocas e caranguejos, devem ser colocadas bem na frente do peixe. As iscas artificiais podem ser plugs de superfície e meia água.

 

Dicas

Pode ser capturado na superfície, a meia água e no fundo.

Gosta de detritos boiando.

Aproxima-se mais da costa no verão.

Em águas distantes, é pescado o ano inteiro.

O ideal é pescar embarcado e esperar que o peixe se canse antes de embarcá-lo.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BARRACUDA

Nome Popular: 

Barracuda / Bicuda / Great Barracuda

 

Nome Científico: 

Sphyraena barracuda

 

Família: 

Sphyraenidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

É encontrado principalmente na região de Abrolhos, Ilhas Trindades e no Arquipélago de Fernando de Noronha.

Também é comum em Cabo Frio-RJ.

 

Descrição

Peixe de escamas; corpo alongado e roliço, um pouco comprimido; boca grande e pontuda; dentes caninos e afiados. A coloração é prateada, sendo que os adultos possuem manchas pretas irregulares ao longo do corpo, especialmente perto da nadadeira caudal, o que distingue esta espécie das 20 ou mais espécies de barracudas de pequeno porte, das quais cinco são encontradas no Brasil. Sphyraena barracuda pode chegar a 3 m de comprimento total e 50 kg.

No Brasil, exemplares com mais de 20 kg têm sido capturados.

 

Ecologia

É encontrada em diferentes habitats, desde canais de mangue, passando por áreas costeiras até alto mar, nas proximidades de recifes de corais, portos, naufrágios e em locais onde se concentram pequenos peixes. As barracudas jovens formam cardumes; as grandes são quase sempre solitárias.

É uma espécie voraz e agressiva, ataca qualquer objeto brilhante ou em movimento, sendo, portanto, um peixe muito esportivo.

A carne também é considerada de excelente qualidade.

 

Equipamentos

O material empregado é do tipo médio/pesado e pesado. As linhas variam de 20 a 30 lb.

 

Iscas

Iscas artificiais, como plugs, metais jigs e colheres, e iscas naturais de pequenos peixes.

 

Dicas

Não se deve arremessar a isca muito perto da barracuda e, durante o recolhimento, a isca deve ser trabalhada de forma irregular.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

ARABAIANA

Nome Popular: 

Arabaiana / Arabaiana azul / Rainbow runner

 

Nome Científico: 

Elagatis bipinnulata

 

Família: 

Carangidae

 

Distribuição Geográfica

Do Amapá a São Paulo.

 

Descrição

Peixe de escamas; o corpo é alongado, fusiforme e um pouco comprimido; o focinho é longo; e os últimos dois raios das nadadeiras anal e dorsal são livres. A coloração do dorso é azul-esverdeado; os flancos apresentam faixas que se estendem do focinho à nadadeira caudal, sendo uma azul-escuro, uma mais clara e estreita, uma amarela e mais larga e uma última azulada muito fina; o ventre é branco; as nadadeiras são verdes amareladas. Alcança 1,8m de comprimento total e 45kg.

 

Ecologia

Espécie pelágica, encontrada junto a ilhas oceânicas e muito raramente nas proximidades da costa. Pode formar cardumes, mas em geral os indivíduos são solitários.

Espécie muito ativa e veloz.

Alimenta-se de peixes e lulas. A carne é excelente, mas não é umpeixe muito comercial. Importante para a pesca esportiva.

 

Equipamentos

As varas devem ser do tipo médio/pesado, uma vez que podem ser capturados exemplares de grande porte.

As linhas devem ser de 20 a 50 libras.

 

Iscas

Iscas artificiais de superfície ou meia água; iscas naturais, principalmente peixe, vivo ou morto.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

ABROTÉA

Nome Popular: 

Abrotéa / Bacalhau

 

Nome Científico: 

Urophycis brasiliensis

 

Distribuição Geográfica

Distribui-se do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro, na costa Sul e Sudeste, e em alto mar e águas profundas fica nos fundos de areia, lodo ou cascalho.

 

Descrição

Peixe de escamas diminutas, médio porte e tamanho máximo em torno de 75 cm e 2,5 Kg.; não se tem encontrado exemplares maiores que 50 cm e 2 Kg.

As fêmeas atingem tamanhos e idades maiores que os machos.

Apresenta duas nadadeiras dorsais longas, a primeira curta, seguida de uma outra provida de um longo filamento, que se estende até a caudal. Suas escamas são bem miúdas e possuem barbilhões curtos abaixo da mandíbula. Geralmente a cor varia entre parda, marrom-escura ou olivácea, com o ventre esbranquiçado.

Abrótea é o nome comum de vários peixes do mar do gênero Urophycis. Ela pertence à ordem Gadiforme, a mesma do Gadus morhua, o que a faz parente do legítimo bacalhau – um parente distante.

Apesar de terem a carne com sabor parecido são de famílias diferentes A abrótea é da família Phycidae, enquanto o morhua é da família Gadidae.

No Brasil encontra-se a Urophycis brasiliensis (abrótea) e U. cirrata (abrótea-de-profundidade). Como são raros aqueles que conhecem a cara do bacalhau, muitas vezes leva-se um exemplar das outras 195 espécies em seu lugar. Além de também ser conhecida pelo nome popular de bacalhau, em algumas regiões ela é conhecida por abrote ou brota.

No nosso País costuma-se chamar a abrótea de bacalhau fresco, um erro.

 

Ecologia

A reprodução ocorre no outono em toda a região sul e sudeste nos meses de fevereiro a junho, com picos entre abril e maio.

O crescimento é relativamente lento, com mortalidade natural e longevidade moderada. É um dos peixes demersais (os ovos são demersos, ou seja, não flutuam por ficarem presos ao fundo) mais abundantes no talude superior.

Costuma formar grandes agregações, alimentando-se de pequenos peixes, vermes e outros invertebrados; tendo enorme voracidade quando ataca suas presas.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BAGRE AMARELO

Nome Popular: 

Bagre amarelo / Bagre de areia

 

Nome Científico: 

Cathorops spixii, Arius spixii e Tachysurus spixii

 

Distribuição Geográfica

O bagre-amarelo é muito comum no Oceano Atlântico, abundante em quase toda a costa brasileira. Costuma frequentar as praias, estuários, manguezais e foz de rios.

Durante a época da desova, entra na água doce.

Dificilmente os peixes desta espécie são encontrados em águas muito profundas.

Normalmente os exemplares andam em grupo e têm hábitos noturnos; mas em águas turvas, ocasionadas pelas correntes marítimas, é possível encontrá-los durante o dia.

 

Descrição

Peixe de couro bastante comum em toda a costa do Brasil, sendo que em alguns lugares ele também pode ser chamado de bagre de areia. Esta é a única espécie do sudeste do Brasil com dentes palatinos granulares grandes, arredondados e aproximadamente molariformes.

Sua coloração no dorso é azul-prateada e o abdômen amarelo. Pode atingir aproximadamente 800 g de peso e medir de 25 a 30 cm.

Tem o formato mais vulgar dos bagres, que é subfusiforme. O corpo é alongado, sem escamas e ligeiramente comprimido e achatado na parte inferior.

A boca é moderada, com lábios papilosos e o alto da cabeça escavado.

A nadadeira dorsal é pequena e suportada por um espinho grande e serrilhado com sete raios moles. A peitoral é moderada, com acúleo fortemente denticulado, e a adiposa é pequena, com a extremidade orlada a negro, enquanto as outras são esbranquiçadas. A caudal é desenvolvida, com grande dimensão e bifurcada.

A barbatana anal é composta por 22 a 28 raios. A fêmeas têm barbatanas ventrais maiores que as dos machos.

 

Ecologia

A espécie, que tem três pares de barbilhos abaixo dos maxilares em forma de fita, possui um hábito alimentar onívoro-detritívoro, isto é, alimenta-se de uma considerável variedade de itens, incluindo animais e vegetais, além de consumir uma quantidade considerável de matéria orgânica.

Os bagres têm um meio muito singular de incubar os ovos e resguardas os bebês. Na época da reprodução, eles vêm à embocadura dos rios e sobem para desovar.

Naturalmente a fêmea faz a desova e o macho a fertiliza. Ao final, as fêmeas e, principalmente, os machos, apanham os ovos e os recolhem à boca. Os ovos são bolinhas de quase dois centímetros de diâmetro, consistentes e amarelas.

Dentro delas, pode até se ver o embrião movimentar-se. Quando o alevino surge, os pais ainda conservam os recém-nascidos na boca durante certo período.

 

Curiosidades

Os bagres possuem, como elemento de defesa, aguilhões perigosos. Em algumas espécies, eles estão muito estrategicamente colocados: dois nas nadadeiras peitorais, bem afastados, e um ereto, sobre a dorsal, formando um “triângulo defensivo formidável”.

Os peixes dessa família possuem substâncias nas nadadeiras dorsal e peitoral cobertos por um muco cáustico, que causa dolorosas feridas a quem não os souber segurá-los.

Quanto menor o peixe, mais doloroso o ferimento.

O nome bagre é a forma genérica usada para designar a grande variedade de peixes da subordem dos siluróides.

 

Dicas

Para fisgar a espécie na praia, escolha uma maré em que o reponto da vazante coincida com o início da noite.

Use como isca tiras de lula e pedaços de camarão descascado, em anzóis Maruseigo de número 6 a 24.

O tamanho mínimo para o abate é de 12 cm.

 

ATENÇÃO

Muito cuidado ao manuseá-lo, pois o Bagre Amarelo possui 3 ferrões, sendo dois deles nas laterais e um em suas costas.

Estes ferrões quando penetrados na pele dificilmente saem, pois possuem micro serrilhados que impedem com que o ferrão volte para trás, portanto, use sempre um alicate boca grip para remover o anzol de sua boca.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CARAPEBA

Uma pescaria de Carapicu (Eucinostomus melanopterus), pode ser um sucesso e muito prazerosa quando encontramos cardumes ativos, pois são brigadores e atacam as iscas com vontade, agora, imaginem o primo maior desse valente peixe prateado, pescando com material médio leve?

Pois é, a Carapeba (Diapterus rhombeus), que é da mesma família Gerreidae do Carapicu, oferece aquela puxada que o pescador fica sempre esperando, podendo chegar ao dobro do tamanho do seu primo, ela chega aos 40cm e 1,3kg gosta de água quente, também possui a boca protrátil, que estende-se a frente em forma de tubo quando vai se alimentar, os grandes exemplares, andam geralmente em pequenos grupos ou solitários, por isso, na maioria das vezes que elas aparecem, pescamos um ou dois grandes dentro de uma pescaria, somente formam maiores grupos na época de reprodução.

Portanto, um exemplar acima de 35 cm já é um grande troféu dentro da espécie.

O que usar

A pesca de carapeba é uma beleza e muito esportiva se pescarmos com material médio leve e nylon mais fino, canas de padrão normal de 3,90 e nylon 0,20 e molinetes médios, nos proporcionarão boas brigas e com boa sensibilidade.

O mais indicado, são canas de 3,60 a 4,20 junto com molinetes médios 4000 a 5000.

> Linhas: a linha pode variar de acordo com o material e opção do pescador, o indicado seria nylon de 0,16mm ou 0,23mm que tornaria as fisgadas mais sensíveis e mais esportivas.
> Anzóis: médios, como os modelos maruseigo 12, Chinu 12, Koaji 12 e Big surf 12 são boas indicações.

> Iscas: a isca mais indicada para a pesca de carapeba é o camarão, podemos cortar em filé “camarão médio”, posicionamos o anzol no meio dele e dobramos as duas pontas para cima para fazer uma bolsinha, ou inteiro, depois de descascado fazemos uma fenda no dorso onde correrá a linha e aplicamos fio elástico apenas na parte da haste do anzol.

> Chicotes e pernadas: encontramos a carapeba do fundo a meia água, assim, fazemos um chicote mais comprido com dois rotores para buscar as duas alturas, deixamos uma distância de 110cm entre os rotores, o debaixo próximo ao chumbo, geralmente as fisgadas ocorrem com mais freqüência na pernada de cima.

Podemos fazer as pernadas com 40 ou 50 cm de tamanho.

Como temos a intenção arremessar numa média distância, usamos pesos arredondados com cerca de 75 a 90 gramas, se o mar estiver correndo ou batendo mais, usamos a mesma gramatura, mas substituímos por pirâmide ou pião.

Iguaria na mesa?

 

O seu primo Carapicu é um delicioso petisco para ser apreciado com uma cerveja bem gelada, com a Carapeba não poderia ser diferente.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

FARNANGAIO

Cotado como uma das melhores iscas naturais para a captura de grandes peixes oceânicos, como barracudas, cavalas, dourados e peixes de bico, o farnangaio (Hemiramphus brasiliensis) também é um peixe bastante esportivo de nossas praias.

Tem corpo alongado, com cerca de 20 a 30 centímetros, dorso levemente esverdeado e um bico comprido e vermelho na ponta, que deu origem à expressão: “gostaria de saber quem passou batom na boca do farnangaio”.

À mesa, é um petisco muito saboroso para ser acompanhado na companhia de uma boa cervejinha.

Mas sua grande qualidade é o potencial para saltos e puxadas frenéticas, ainda mais valorizadas quando é pescado com o equipamento certo.

> Varas: de ação ultraleve ou leve (4 a 15 libras), com 2,7 a 3 metros. Tirret, Dallas e Geniale estão entre as mais conhecidas;

> Molinetes: de porte pequeno (ultra-light), com capacidade para 150 metros de linha 0,20mm. Com linha, seu peso oscila entre 200 e 300 gramas. Os modelos UL-300 Marine Sports é o mais usado.

> Linha: 0,16mm (6lb), 0,18mm (8lb) e 0,20mm (10lb), sem arranque;

> Anzóis: modelos akita kitsune nº 5 ou miako nº 6, “empatados” com linha de flúor carbono 0,25mm e 30cm de comprimento;

> Chicotes: com 60 centímetros, de fluorcarbono, com distância de 40 cm entre os rotores (tamanho 1) e giradores (número 14 a 20);

> Bóia: nº 8, formato pêra, confeccionada em madeira “kiri”;

> Chumbo: modelo moeda (ver quadro);

> Iscas: a mais usada é o camarão, em fibras e pedaços bem pequenos. Outra opção são pequenas tiras de lula, difíceis de sair do anzol, mesmo quando o peixe está fisgado.

A técnica

O farnangaio geralmente ficam bem próximos à beira, principalmente em dias com mar calmo, poucas ondas e temperatura amena.

Deve-se arremessar o conjunto o mais longe possível, para então recolher a linha, lentamente.

A chumbada moeda virá girando na flor da água, rotacionando as pernadas e as iscas.

Os peixes as acompanham e costumam atacá-las mais próximos à arrebentação.

É quando sentimos um peso e conseguimos ver os seus saltos. Mas atenção: mesmo assim, deve-se continuar com a mesma velocidade, sem dar qualquer tranco ou acelerar.

Devido pequeno tamanho de sua boca, ele consegue se livrar com facilidade.

Quando estiver na areia, basta balançar o caniço para que se soltem.

A técnica é a mesma quando se usa a bóia de arremesso.

É normal, durante a pesca de farnangaio, capturarmos também pampos, palombetas e guaiviras, que frequentam a mesma faixa d’água, deixando a pescaria ainda mais divertida.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CARAPICU

Quando planejamos uma pescaria, geralmente vamos atrás dos tipos de peixes preferidos, principalmente dos grandes exemplares como grandes pampos, robalos e corvinas.

Porém, tem dias que eles não aparecem e dependendo da praia que estivermos, podemos encontrar uma grande diversidade de espécies que também nos oferece uma boa briga e diversão.

É o caso do Carapicu (Eucinostomus melanopterus), origina-se do nome em tupi akará pukú também conhecido como escrivão na região sul do país, peixe prateado brigador com cerca de 15 a 20 cm e com a boca protrátil, que se estende a frente em forma de tubo quando vai se alimentar, anda em cardumes a meia água, por isso se encontrarmos o cardume a alegria é certa!

Ao arremessar o conjunto é deixar a linha bem esticada que se tiver o cardume por ali, começa a festa, pode ocorrer do cardume estar bem ativo, assim, muitas vezes não dá nem tempo de colocarmos o caniço na espera, se a pescaria estiver nessas condições, é arremessar e vir recolhendo lentamente.

 

O que usar?

A pesca de carapicú é bastante esportiva e ele é bem briguento se pescarmos com material bem leve e nylon bem fino, mas dependendo da praia e do tipo de ondas não conseguimos usar esse tipo de material leve e usamos as canas normais de 3,90 e nylon 0,20 e molinetes médios que a pescaria rende do mesmo jeito, mas com uma menor sensibilidade. O mais indicado é uma cana de 3,00 a 3,60 junto com molinetes pequenos 1000 e 2000.

> Linhas: a linha vai variar de acordo com o material, o indicado seria nylon 0,14mm ou 0,16mm que tornaria as fisgadas mais sensíveis, mas podemos usar as costumeiras de praia da 0,18mm até 0,26mm.

> Anzóis: pequenos, como os modelos maruseigo 10, hansure 10, tinu 08 são boas indicações.

> Iscas: a isca mais indicada para a pesca de carapicú é o camarão, cortamos em filé “camarão pequeno”, posicionamos o anzol no meio dele e dobramos as duas pontas para cima para fazer uma bolsinha.

> Chicotes e pernadas: como encontramos o cardume de carapicú a meia água, o primeiro rotor de baixo do chicote tem que ser mais para cima, cerca de 40cm do fundo e 40cm de distância para o segundo rotor.

Podemos fazer as pernadas mais curtas com 25 ou 30 cm de tamanho.

Como temos a intenção arremessar perto ou numa média distância, usamos pesos arredondados de 30 a 65 gramas, se o mar estiver correndo ou batendo mais, usamos a mesma gramatura, mas substituímos por pirâmide ou pião.

 

Bom de mesa

Pouco conhecido e quase não comercializado, o carapicu passa meio que despercebido quando o assunto for culinária, mas é um delicioso petisco para ser saboreado com uma cerveja bem gelada.

Vale a pena estar atento na pescaria, pois se encontrar o cardume temos no mínimo mais de 15 exemplares, aí a janta está garantida.

Basta escamar o peixe, retirar a cabeça, vísceras e nadadeiras, temperá-lo e fritar em óleo bem quente, caso tenha paciência para retirar a espinha dorsal e fritar em tiras a tarefa está completa.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CARANHA

CARANHA 

(Lutjanus griseus)

 

Características – peixe de escamas com corpo forte e alongado, cabeça e boca grandes.

Uma das características é a presença de dentes caninos. A nadadeira dorsal é espinhosa e a caudal pouco furcada. A coloração é muito variável, pode ser pardo esverdeado, com manchas escuras indistintas, róseo escuro ou pardo avermelhado, dependendo da profundidade em que o peixe está; as nadadeiras dorsal e caudal são cinza escuro, as peitorais, ventrais e anal são claras ou róseas.

A Caranha alcança cerca de 65 cm de comprimento total e 8 kg de peso. A carne não é muito apreciada para o consumo.

A Caranha pode ser pescada com iscas naturais e principalmente artificiais, preferencialmente de fundo.

 

Habitat – fundos rochosos e de recifes, podendo também ser encontradas em regiões estuarianas, com teores reduzidos de sal. 

Ocorrência – toda a costa brasileira.

Hábitos – têm o hábito de se alimentar à noite, quando ficam mais ativas. Durante o dia costuma fica entocado. Os peixes jovens formam grandes cardumes, que, às vezes, se misturam a cardumes de outros peixes. Muito voraz.

Alimentação – na fase jovem se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos e outros seres marinhos, tornando-se mais piscívoras na fase adulta.

Ameaças – poluição e destruição do habitat.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BADEJO

BADEJO 

(Mycteroperca bonaci)

Características – peixe de escamas com coloração escura (marrom ou cinza), com manchas cujo padrão e coloração variam. Também conhecido como badejo quadrado.

De grande valor comercial, devido ao apreciado sabor de sua carne. Atinge grandes dimensões, podem ultrapassar 1 m de comprimento e 90 kg de peso. O badejo pode ser pescado com iscas naturais e artificiais como jumping jigs e jigheads.

Habitat – costões rochosos, recifes de corais, lajes de pedra ou qualquer outra estrutura que contenha tocas utilizadas como abrigo e canais em regiões estuarianas.

Ocorrência – toda a costa leste brasileira.

Hábitos – tem hábito de se entocar. Nunca são encontrados em águas com baixa salinidade. Vivem sozinhos ou em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos.

Alimentação – moluscos, crustáceos e pequenos peixes.

Ameaças – destruição do habitat, poluição e pesca predatória.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

ALBACORA

ALBACORA 

(Thunnus alalunga)

 

Características – pode alcançar 30 kg de peso e 1,10 m de comprimento. Carne é muito apreciada. Corpo volumoso. Coloração da parte superior é azul-aço escura e parte inferior branca. É muito apreciada no mercado de pescados em todo o mundo, sendo comercializada fresca, defumada, congelada ou enlatada. A Albacora pode ser pescada com camarões e pequenos peixes, vivos ou mortos (em pedaços).

Habitat – espécie oceânica de alto-mar, da superfície até a profundidade de 50 m.

 

Ocorrência – Oceano Atlântico em toda a costa brasileira.

Hábitos – espécies migratórias e periódicas (desaparecem da superfície em certas épocas do ano) encontradas solitárias ou em pequenos grupos que são compostos muitas vezes por outras espécies de atuns e/ou bonitos. Costumeiramente os indivíduos mais jovens formam grandes cardumes e podem estar associados a objetos flutuantes.

Alimentação – de pequenos peixes, camarões e lulas.

Ameaças – poluição e pesca predatória.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

AGULHÃO BANDEIRA

AGULHÃO BANDEIRA 

(Istiophorus albicans)

 

Características – peixe de escamas muito pequenas também conhecido como agulhão vela. Possui grande nadadeira dorsal em forma de vela de barco e o bico em forma de espada. A coloração do dorso é azul escuro, com os flancos e ventre prateados.

Apresenta faixas verticais ou séries verticais de pintas claras no dorso e nos flancos. As nadadeiras são escuras. Alcança mais de 3 m de comprimento total e mais de 60 kg. O agulhão bandeira é muito procurado por pescadores oceânicos, devido a sua esportividade e voracidade quando fisgado.

Habitat – pelágica, oceânica, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos.

 

Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

Hábitos – solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva. Para evitar predadores, costuma levantar a nadadeira dorsal.

Alimentação – peixes oceânicos, como dourados, atuns, peixe voador, lulas, polvos e crustáceos.

Ameaças - pesca predatória e poluição.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

AGULHA

AGULHA 

(Strongylura marina)

 

Características – peixe de escamas diminutas com corpo alongado e fusiforme, boca comprida, formando um bico com numerosos dentes pontiagudos. As nadadeiras dorsal e anal estão localizadas na mesma posição na parte posterior do corpo e têm aproximadamente o mesmo tamanho. Coloração prata esverdeado e alcança 50 cm de comprimento total. O agulha pode ser pescado com todo tipo de isca natural de praia .

 

Habitat – águas costeiras.

Ocorrência – regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Hábitos – pelágica podendo entrar nos rios. Forma pequenos cardumes. É muito rápido e voraz.

Alimentação – pequenos peixes.

Ameaças – poluição e pesca predatória.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

BONITO

BONITO 

(Sarda sarda)

Características – peixe de escamas de grande importância comercial. Parente próximo dos atuns, ele se diferencia pelo seu tamanho inferior e pelo belo padrão tigrado, com manchas pelo corpo. Corpo alongado e fusiforme. Possui duas nadadeiras dorsais, uma muito próxima da outra. Coloração azul escuro, com 5-11 linhas oblíquas escuras no dorso e parte dos flancos. Os flancos e o ventre são prateados. Alcança 1 m de comprimento total e cerca de 8 kg. Na mesa nem todos o apreciam. Sua carne é bastante vermelha e gordurosa, rica em sangue, mas há que garanta que, ao forno, são saborosos.

 

Habitat – espécie oceânica de superfície, de mar aberto ou próximos de ilhas oceânicas.

Ocorrência – toda a costa brasileira.

Hábitos – peixes pelágicos. Migradores. Nadam em grandes cardumes, que são facilmente visualizados pela algazarra e saltos que fazem na água. Isso quando não são denunciados por bandos de andorinhas marinhas que sobrevoam os cardumes em busca das mesmas presas que eles estão caçando: sardinhas e manjubas.

Alimentação – peixes, lulas e crustáceos.

Reprodução – durante o verão, época de desova, pequenos cardumes se aproximam da costa.

Ameaças - poluição e pesca predatória.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

ANCHOVA

Nome:

Anchova ou Enchova

 

Nome científico:

Pormatomus saltatrix

 

Família:

Pomatomidae

 

Hábitos: voracidade é a palavra melhor define o comportamento da anchova. Capaz de se alimentar até de membros de sua própria espécie, por isso os cardumes tendem a ser homogêneos no comprimento de seus indivíduos. Pode ser encontrado no Atlântico, Índico, Mediterrâneo e até no Mar Negro. Estão presentes em toda extensão do litoral brasileiro.

Sua pesca é muito comum junto a costões em ilhas ou no continente. Parcéis submersos também são produtivos e, algumas vezes, águas oceânicas. Essa espécie prefere águas agitadas. Em meses mais fios é possível encontrá-las próxima às praias e até mesmo em mangues e estuários, provavelmente acompanhando cardumes de tainhas e paratis, que compõem seu cardápio alimentar. Reproduz-se em alto mar e desovam milhares de ovócitos pelágicos.

Os filhotes migram para a região costeira e podem freqüentar até águas salobras de manguezais, onde dificilmente permanecem, após atingirem meio quilo. Alimentam-se de Paratis, Tainhas e Sardinhas, além de lulas e crustáceos. Costumeiramente, ficam mais ativa ao amanhecer e ao entardecer.

 

Características: tem corpo alongado e comprido, com coloração variada entre azul-esverdeado a cinza escuro, na região dorsal. A boca está ornada de afiados dentes triangulares e a mandíbula é acionada por poderoso músculo adutor. Possuem flancos prateados e ventre branco. A nadadeira caudal é grande e furcadas, geralmente negra, e confere excelente propulsão e grandes arrancadas.

Atingem pouco mais de 15kg e ultrapassam 1m de comprimento. Possuem duas nadadeiras dorsais separadas, a primeira é espinhosa e a segunda, ramosa. A nadadeira anal apresenta comprimento ligeiramente menor se comparada com a segunda dorsal e são quase simétricas.

 

Curiosidades: são chamadas de piranhas marinhas, por alguns pescadores, devido à voracidade com que devoram suas presas e ao fato de atacarem quase tudo que lhes é oferecido, de iscas artificiais a naturais. São peixes migradores, mas muitos pesquisadores e pescadores acreditam na possibilidade de existirem populações que permanecem em uma mesma área.

 

Dicas para pescá-lo: a pressão atmosférica ideal para capturá-las se situa acima de 1.010 milibares (Mb). Varas de potência média a pesada (20 a 30 lb), com comprimentos entre 6,6′ (1,80 m) e 7′ (2,10 m), para conseguir arremessos bem longos, carretilhas ou molinetes para pelo menos 150m de linha compatível com a vara em uso, com preferência pelas mais fina (0,25 a 0,35 mm). Iscas artificiais de todos os tipos, superfície, meia água e fundo, além de jigs, jumping jigs, shads, grubs e colheres metálicas, sobretudo modelo ziguezague. Nos jumping jigs e colheres ziguezague, troque as garatéias por anzóis simples, de número 6/0 a 8/0, para evitar enrosco.

No inverno, quando normalmente se alimentam de Tainhas e Paratis, use iscas maiores.

Nos meses mais quentes, quando sua dieta se baseia em Manjubas e Sardinhas, as iscas menores são mais eficazes. Os arremessos devem ser longos feitos em direção às espumas, onde, normalmente elas se alimentam.

Como quaisquer predadores que se prezem, elas usam a espuma como camuflagem, para se esconder e aguardar os momentos de atacar suas vítimas. As iscas naturais mais usadas são sardinhas, inteiras ou em pedaços, filés de Paratis e Bonitos e camarões.

Podem ser pescadas tanto de fundo como de superfície (boiada).

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BAIACU PINTADO

Cuidado com o veneno

Nós, pescadores de praia, sabemos que o Baiacu nos oferece uma carne muito saborosa e principalmente sem nenhum espinho, porém é preciso estar atento no processo de limpeza deste peixe para que não ocorra contaminação da carne pelo fel que está alojado em suas vísceras.

Sabemos que o Baiacu Bandeira ou Arara (foto abaixo), apresenta um teor de toxinas muito baixo, que em caso de contaminação prematura da carne proveniente do rompimento da bolsa de fel em suas vísceras o máximo que poderá ocorrer é um mal-estar estomacal, provocando vômitos e náuseas, mas sem deixar sequelas ao organismo.

Os baiacus ou peixes-bola são peixes venenosos das famílias Tetraodontidae e Diodontidae, comuns na costa brasileira. São muito fáceis de identificar devido ao comportamento de aumentarem o volume corporal através da ingestão de ar ou água.

Tal comportamento se justifica pelo fato do diâmetro do peixe aumentar e os predadores não poderem engoli-lo.

Os baiacus mais importantes no Brasil são os baiacus-araras ou baiacus-lisos (Lagocephalus sp) e os baiacus-pintados (Sphoeroides sp). O primeiro gênero atinge até dois quilogramas de peso, mas os baiacus-pintados são menores, chegando a pesar até um quilograma. A carne destes peixes tem bom sabor e é apreciada em determinadas regiões do Brasil (V Haddad Jr: comunicação pessoal, 2009). Os gêneros acima pertencem à família Tetrodontidae e outros baiacus, que tem espículas recobrindo o corpo, são classificados na família Diodontidae.

A tetrodotoxina (TTx) é a principal neurotoxina encontrada nos baiacus e pode ser isolada em maiores concentrações nas vísceras (especialmente gônadas, fígado e baço) e na pele do peixe. O peixe não produz as toxinas, apenas as armazena em alguns órgãos corporais, usando-a como defesa contra predadores. Outros animais terrestres e aquáticos também podem armazenar TTx, como alguns moluscos, salamandras, peixes e rãs das florestas tropicais (família Dendrobatidae).

A TTx é uma toxina termoestável, que não sofre ação pela cocção, lavagem ou congelamento. Seu nível é sazonal, e as maiores concentrações são encontradas nas fêmeas em época reprodutiva. Atua bloqueando os receptores de sódio voltagem-dependentes, impedindo a despolarização e a propagação do potencial de ação nas células nervosas. Esta ação ocorre nos nervos periféricos motores, sensoriais e autonômicos, tendo ainda ação depressora no centro respiratório e vasomotor do tronco encefálico.

As manifestações neurológicas surgem em algumas horas e cursam com parestesias periorais (sugestivas do acidente) e nas extremidades, fraqueza muscular, mialgias, vertigens, disartria, ataxia, dificuldade de marcha, distúrbios visuais e outros sintomas. Com o agravamento das manifestações neurológicas, surgem convulsões, dispnéia e parada cardiorrespiratória, que pode ocorrer nas primeiras 24 horas. A sintomatologia gastrointestinal é caracterizada por náuseas, vômitos, dores abdominais e diarréia. A morte pode ocorrer devido à paralisia muscular, depressão respiratória e falência circulatória. Há relato de óbito humano por bradicardia não responsiva a qualquer tratamento (bloqueio atrioventricular completo).

O envenenamento provocado pela ingestão de baiacus é uma das mais graves formas de intoxicação por animais aquáticos e o veneno (tetrodoxina) normalmente está em maior concentração no fígado, baço, vesícula biliar, nas gônadas e na pele, podendo provocar a morte em poucos minutos, após o consumo.

Em um estudo com Sphoeroides spengleri, espécie de baiacu presente em toda a costa do Brasil, foi possível demonstrar que os níveis de tetrodotoxina nos músculos, pele e vísceras de peixes do gênero Sphoeroides são elevados e constituem risco para os consumidores enquanto os níveis em baiacus do gênero Lagocephalus são menores e em teoria apresentam menor grau de risco.

Não existem dados concretos sobre este tipo de envenenamento no Brasil, embora existam relatos esparsos de óbitos e casos graves registrados. Assim, não é possível se ter uma real dimensão do problema no Brasil. Por outro lado, no Japão é bastante comum o consumo do peixe. Os mesmos (pertencentes ao gênero Fugu) são preparados por cozinheiros especializados que procuram retirar o veneno, podendo deixar resquícios deste em quantidade suficiente para provocar parestesias periorais e labiais. Apesar dos cuidados e dos rituais, cerca de 50 acidentes fatais ocorrem todo ano no Japão.

Não há tratamento específico para os envenenamentos causados pela ingestão de baiacus. O tratamento é de suporte, fundamentalmente de apoio respiratório. Podem ser indicadas como medidas imediatas a lavagem gástrica e eméticos, mas apenas nas primeiras horas após a ingestão. 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

UBARANA

As vezes nas pescarias nos perguntamos sobre quais são os peixes mais esportivos de praia, peixes que brigam bastante e não se entregam com facilidade aos domínios dos pescadores.

Com certeza podemos relacionar a Ubarana nesse seleto time de peixes mais esportivos na praia. Quando fisgado oferece uma boa briga e deixa qualquer pescador deslumbrado com os seus magníficos saltos para fora da água, tentando se livrar dos anzóis como se fossem robalos.

De porte médio, medindo em torno de 40 a 60 cm, a Ubarana (Elops saurus), conhecido também como Ladyfish, mas recebe o rótulo de uma das mais curiosas expressões de peixes que conhecemos, “peixe da sogra”, simplesmente por ser um peixe de muito espinho, o pescador mais maléfico diz que irá presentear a sua sogra com esse peixe e ficará feliz se ela o saborear inteiro. Porém há quem diga que o bolinho de peixe da Ubarana é delicioso.

Um peixe de escamas, de corpo alongado e prateado sua nadadeira dorsal encontra-se no meio do corpo junto com uma coloração cinza-azulada, sua boca é grande e articulada, com isso ataca iscas grandes. Normalmente andam em cardumes e estão à meia água ou superfície, um dos maiores exemplares capturado mediu quase um metro e pesou 3,6 quilos.

 

O que usar?

Como é um peixe de porte médio, podemos usar equipamentos médios para esta pescaria.
Os mais indicados são caniços de 3,6 a 3,9 metros, leves e de ação lenta, formando conjunto com molinetes médios de 3000 ou 4000.

> Linhas: podemos optar seguramente pelas mais finas, como a de 0,18 mm ou 0,20mm, lembro que o iniciante pode usar com segurança o nylon de 0,25mm.

> Anzóis: médios, como os modelos Maruseigo 10, Pitipiti 09, Keiryu 10, Massu 08 e Hansure 08 são boas indicações.

> Iscas: por ter uma boca grande e articulada, se usarmos iscas médias ou grandes a Ubarana não irá resistir e dará uma boa abocanhada, corrupto inteiro, camarão descascado e inteiro, filé de peixes ou minhoca.

> Chicotes e chumbos: é um peixe que fica na meia água e superfície, para pescá-lo, podemos usar um chicote de apenas um rotor, com distância do chumbo de uns 60 ou 70 cm usando também uma só pernada e um pouco mais longa por volta de 40cm.
Como temos a intensão de trabalhar a pernada e fixar o chumbo, usamos uma pirâmide de 50 a 70 gramas.

 

Pernada especial

Como é quase certo que a Ubarana atacará a isca, sairá em disparada e nos oferecerá grandes saltos para se livrar dos anzóis, podemos dificultar um pouco essa tentativa colocando na pernada dois anzóis posicionados perto um do outro, certamente a fisgada será certa!

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

GAROUPA

Nome Popular

Garoupa/ Dusky Grouper, Dusky perch

 

Nome Científico

Epinephelus marginatus

 

Família
Serranidae

 

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

 

Descrição
Peixe de escamas pequenas; corpo, cabeça e boca grandes; pedúnculo da nadadeira caudal curto e grosso. A coloração da Garoupa é parda avermelhada, com manchas esverdeadas nos flancos, formando faixas verticais; o ventre é amarelado. As nadadeiras são arredondadas, escuras com a margem clara. Alcança mais de 1,5m de comprimento total e 60kg. Outras três espécies também conhecidas por garoupa, porém de porte menor são bastante comuns no Brasil. Epinephelus guttatus, garoupa pintada. Possui coloração variando de verde acinzentado à marrom claro, com cinco barras escuras ao longo do corpo e várias pintas vermelho-alaranjadas bastante características por todo o corpo. Alcança 75cm e 25kg. A Epinephelus morio, garoupa São Tomé, que possui o corpo robusto, nadadeira caudal truncada nos espécimes jovens, que se torna lunada com o crescimento. O segundo espinho da nadadeira dorsal é o maior, e os outros decrescem em tamanho em direção à cauda. Alcança no máximo 80cm e 20kg; e Epinephelus striatus, garoupa de trindade, muito semelhante à anterior, porém o terceiro espinho da nadadeira dorsal é o maior.

 

Ecologia

São encontradas ao longo do litoral brasileiro, nos fundos de pedras e corais ou onde existam estruturas submersas, e vivem em tocas. Os adultos são mais comumente encontrados em profundidades que variam entre 15 e 100m. Eventualmente podem ser encontradas em estuários. Alimentam-se de peixes, lagostas, camarões, ouriços, moluscos e lulas. Todas as garoupas são bastante apreciadas como alimento, e sua carne é tida como de excelente qualidade, e tem grande importância comercial principalmente no Sudeste do Brasil. A maior espécie é um grande troféu tanta para a pesca com vara e molinete/carretilha quando pesca subaquática.

 

Equipamentos

Equipamentos do tipo médio/pesado a pesado, mesmo para os pequenos exemplares, porque os peixes costumam se entocar após serem fisgados. A vara deve ser dura para evitar a corrida do peixe. As linhas devem ser altamente resistentes à abrasão, como as confeccionadas em kevlar (multifilamento), com resistência variando de 20 a 70 lb. Por causa da boca grande, os anzóis devem ser de nº 6/0 a 12/0. Não é preciso encastoar o anzol.

 

Iscas

Iscas artificiais que trabalhem mais no fundo, como os plugs de barbela longa (crankbaits), jigs e grandes shads. Iscas naturais de sardinhas, bonitos e atuns também são atrativas, principalmente quando estão estragadas.

 

Dicas

O peixe deve ser puxado rapidamente, antes que entre em um buraco. Para isso é aconselhável usar linhas mais duras e a fricção deve ser mais apertada. Os peixes pegos em grandes profundidades chegam à superfície com a bexiga natatória inflada, devido à dilatação dos gases contida nela. Assim, quando soltos, não conseguem afundar na coluna d’água. Uma das alternativas é fazer um furo na bexiga, atrás da nadadeira peitoral, na metade do corpo, com o uso de uma agulha. Outra alternativa é usar um down rigger (aparelho usado para corricar), prender o peixe com um anzol em sua corda e ir descendo aos poucos. Assim, os gases vão voltando ao normal e o peixe se recupera rapidamente. As garoupas são bastante resistentes, sendo que peixes marcados já foram recapturados até quatro vezes.

 

Recorde

21.25 kg/ 46 lb 13 oz para a garoupa verdadeira Epinephelus marginatus

17,46 kg/38 lb 8 oz para a garoupa de trindade Epinephelus striatus

19,16 kg/42 lb 4 oz para garoupa São Tomé Epinephelus morio

3,84 kg/8 lb 7 oz para a garoupa pintada (Red Hind) Epinephelus guttatus

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CAÇÃO MANGONA

Nome:

Mangona

 

Nome científico:

Garcharias taurus

 

Família:

Odontaspididae

 

Características: 
É um dos tubarões mais pescados do Brasil. Atinge impressionantes 3,2 m de comprimento e 159 kg. Em média, medem 2,5 m e pesam 100 kg, sendo que o recorde mundial é de 158, 81 kg e o nacional de 130,5 kg. O corpo é robusto, com focinho pontudo e o ventre branco. Seu dorso é marrom-acinzentado e os flancos são mais claros, com pintas marrom-amareladas. A boca é longa, angular e com várias fileiras de dentes longos, pontudos e curvos na frente. A nadadeira caudal é assimétrica, tendo o lobo superior desenvolvido e sulco subterminal pronunciado. Além da pesca esportiva, é procurado por sua carne, tida como a de melhor sabor entre os cações.

 

Hábitos: 

Costuma ter hábitos noturnos e vive de forma solitária, mas pode formar grupos. As fêmeas estão sexualmente maduras quando atingem os 2 m. Portanto, esse é o tamanho mínimo para a captura desse exemplar, pois estão na lista de animais ameaçados de extinção pelo Ibama. No inverno nascem os filhotes. As fêmeas são ovovivíparas e os embriões são ovifágos: em cada um dos dois ovidutos, o primeiro filhote a nascer alimenta-se dos outros ovos e embriões que ali se desenvolvem. Depois são expulsos do útero materno com aproximadamente 1 m.

 

Curiosidades: 

Apesar de sua aparência feroz, o cação mangona é manso e lento, mas os pescadores devem evitar provocá-lo, uma vez que tem grande porte e uma formidável dentição, sempre um perigo em potencial.

 

Onde encontrar: 

No Brasil são mais encontrados nas regiões Sudeste e Sul. Preferem habitar as águas costeiras sobre fundos variados, sendo bastante comuns nas praias. Nos meses mais quentes, preferem águas claras e rasas com profundidade entre 2 e 25 m. Vivem, geralmente, próximos ao fundo, pois é a única espécie de cação que engole e armazena ar em seu estômago para manter a flutuabilidade.

 

Dicas para pescá-lo: 

Para atrair os peixes é comum fazer uma ceva com sangue e pedaços de peixes dilacerados. Não se esqueça de ter cuidado no manuseio do peixe, pois uma mordida pode provocar grandes danos.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CAMBUCU

Nome:

Pescada Cambucu

 

Nome científico: 

Cynoscion virescens

 

Família: 

Sciaenidae

 

Características: 

Peixe ósse da família Sciaenidade que vive em cardumes e tem hábitos diurnos. Atinge o tamanho máximo de 95 centímetros de comprimento e peso aproximado de 14 kg. O recorde brasileiro e mundial é de 13,6 kg, mas em média mede 45 cm de comprimento e pesa 1,5 kg. A espécie possui o corpo prateado e dorso mais escuro, cor típica em peixes diurnos com bom mimetismo (camuflagem). A primeira nadadeira dorsal apresenta as bordas enegrecidas. A segunda, pequenas pintas escuras em seus raios. Já a nadadeira caudal é escura. As outras são claras e/ou amareladas.

 

Hábitos: 

A pescada é encontrada em pequenos ou grandes cardumes nadando próxima ao fundo durante o dia e movendo-se à noite para a superfície. Alimenta-se, principalmente, de camarões e, ocasionalmente, de pequenos peixes.

 

Curiosidades: 

É uma espécie com grande valor comercial e pescada em larga escala por causa da carne branca, delicada, saborosa e considerada excelente. Além da carne, a bexiga natatória também é comercializada para produção de cola e gelatina. Freqüentemente, é vendida fresca ou salgada nos mercados. Apesar de sua aparência feroz, a espécie é mansa e lenta, mas os pescadores devem evitar provocá-la e ter muito cuidado no momento da soltura ou embarque. Seu grande porte e a formidável dentição são perigosos ao pescador, pois sua mordida pode provocar grandes danos.

 

Onde encontrar: 

A espécie habita praticamente em todo o litoral brasileiro, desde a região Norte até a Sudeste. É pescada durante o ano inteiro, mas com maior freqüência nos meses de verão, quando os juvenis se aproximam mais dos estuários e das praias. Por ser uma espécie nectônica demersal, vive na coluna de água, porém junto ao fundo. Costuma habitar águas costeiras relativamente rasas sobre fundos de areia ou lama. São mais freqüentes nas águas afastadas, em profundidades entre 6 e 70 metros, mas sempre bem próximas das áreas de influência da desembocadura de rios.

 

Dica para pescá-lo: 

A modalidade mais praticada é a rodada. Durante o percurso do barco, procure variar a altura em que a isca passa para descobrir onde o cardume está comendo. Depois de localizá-lo, basta manter a linha na mesma altura que outros peixes serão pegos.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PARATI BARBUDO

Popular na praia, ele também é conhecido como parati-gato, mas de manso ele não tem nada.

Há alguns meses, pescando com um amigo, em meio a um bate-papo o caniço deu uma batida daquelas fortes, que deixa qualquer pescador alerta. A saída de linha confirmava um bom peixe no anzol. Ágil, briguento e forte, ele não se entregava e insistia nas puxadas, custando a se cansar. Retirado da água, o parati-barbudo impressionou por seu tamanho, ultrapassando os 38 centímetros e com bom peso, o que não é comum para a espécie.

Em linhas gerais, o parati-barbudo (Polydactylus oligodon) é uma espécie de pequeno porte, medindo em média de 15 a 20 centímetros. Também é conhecido como barbado, barba ou gato. Apresentam duas tonalidades de cores diferentes, cinza-prateado e amarelo-prateado com o focinho alongado, sendo que o cinza é o que vem a se tornar os maiores exemplares da espécie.

É encontrado em toda a costa brasileira, posicionando-se com maior frequência em praias rasas, à meia-água e na superfície, quando é comum avistarmos pescadores artesanais pescando-os com pequenas tarrafas, atrás dos cardumes nas beiras.

Nas praias de tombo, eles aparecem mais no período noturno. Curiosamente, o parati se mostra mais ativo em condições adversas, com tempo nublado e com vento, tornando-se, então, uma excelente opção para essas situações.

 

Equilíbrio e briga boa

Considerando que o porte desse peixe é pequeno, podemos usar equipamentos leves e médios para essa pescaria. Os mais indicados são caniços de 2,7 a 3,9 metros, leves e de ação lenta, formando conjuntos com molinetes pequenos e médios.

 

– Linhas: opte pelas mais finas, como a de 0,18 mm. Mas o iniciante pode usar, com segurança, o nylon de 0,25mm. 

– Anzóis: pequenos e médios, como os modelos Maruseigo 9, Kawahagui 6, Massu 7, Akita 9 e Hansure 5. 

– Iscas: o parati é um peixe voraz, que ataca qualquer tipo de isca. Pode-se usar minhoca de praia e sardinha, mas o camarão produz os melhores resultados, de preferência fresco e do tipo sete-barbas. 

– Chicotes e chumbos: costuma-se usar chicotes com dois rotores, tanto de aço como de miçangas. As pernadas têm aproximadamente 40 cm e o chumbo é do tipo pirâmide, de 50 g.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

ARRAIA

Entre os grandes peixes que podem ser fisgados na modalidade de praia, há um grupo que muitas vezes desperta reações de temor e até repulsa por parte dos pescadores. Estamos nos referindo às arraias, cujas representantes mais frequentes em nossas praias, ao menos na região Sudeste, são as conhecidas como arraias-manteiga (gênero Gymnura), lixa e prego (ambas do gênero Dasyatis).

Por experiência própria, posso dizer que lidar com elas não é nenhum bicho de sete cabeças. O que é necessário, isso sim, é exercitar a “virtude” pela qual todos nós, pescadores, somos conhecidos – a paciência – e ter muita cautela ao manuseá-las. Em muitos torneios em que o peso dos peixes é o principal fator para a contagem de pontos, as arraias são os principais objetivos de muitos competidores, e não é à toa: as menores não costumam pesar menos de dois quilos.

Mas basta ter tranquilidade e material adequado para trazer essa guerreira para a areia.

Enquanto em grande parte do Sudeste e Sul elas são costumeiramente capturadas e soltas, vale dizer que, no Nordeste, são muito apreciadas na culinária.

O que usar?

Na pesca de arraias, o maior desafio é cansá-las rapidamente. Fortes, elas têm por hábito prenderem suas grandes barbatanas peitorais na areia e dali não saírem facilmente. Portanto, é fundamental usar material forte o suficiente para tirá-las do fundo e mantê-las na meia-água, onde a resistência oferecida é menor. Um bom conjunto com essas características pode ser montado com os seguintes equipamentos:

Vara: de ação média a pesada, com 3,6 a 3,9 metros. 

Molinete: da mesma categoria (numeração 4 000 a 6 000), com um bom sistema de freio. 

Linha: a mais indicada para pescar essas guerreiras é a de 0,26 mm (de monofilamento ou 0,17mm de multifilamento). Pescadores mais experientes podem usar espessuras menores (0,20 a 0,23 mm) sem problemas. 

Anzóis: resistentes e relativamente grandes, como os modelos Mutu, SSW, Mini Shiner Hook, Octopus e Izumedina nos tamanhos 14 a 16. Mas nada impede que o pequeno Maruseigo 10 também funcione. 

Iscas: as mais produtivas são as de peixes. Para usar em filés ou pedaços, a sardinha, a manjuba e o farnangaio são campeões; mas pequenos roncadores e carapicus vivos também podem ser usados. 

Chicotes e pernadas: as arraias fisgadas em beira de praia costumam estar próximas ao fundo; são, por isso, geralmente fisgadas na primeira pernada acima da chumbada. O chicote pode ter uma única pernada ou até duas, com uma distância de 120 cm entre os rotores, para deixar a linha bem solta para as iscas se posicionarem na areia. As pernadas podem ter cerca de 60 cm. 

Pesos: como a intenção é arremessar a uma média distância (30 a 50 metros) e travar o conjunto, as chumbadas do tipo pirâmide ou pião, com cerca de 90 gramas, são as mais indicadas.

Durante a briga… Nos primeiros instantes após a fisgada, a arraia leva bons metros de linha, e então simplesmente para. É hora de aguardar e ser paciente; se a linha for forçada, certamente arrebentará. O correto é esperar que ela se movimente de novo para então imprimir força e dar algumas “maniveladas”, sempre dentro do limite de resistência da linha. Caso ela trave novamente junto ao fundo, repita o processo quantas vezes forem necessárias, num lento jogo de paciência. Se a arraia for grande, com 10 quilos ou mais, é comum até deixarmos o caniço na espera (com a fricção devidamente regulada, nunca fechada) até que ela se canse um pouco mais.

Dicas de manuseio

Esta é uma dúvida de muitos pescadores: quando a arraia se cansa e chega à areia, como deve ser tirada da água? Quando a ideia é consumi-la, o bicheiro pode ser usado diretamente. Na pesca esportiva, porém, o cuidado para soltá-la é maior. Assim que ela estiver vencida, já na areia, coloque o caniço na espera e segure-a pelos espiráculos, como são conhecidas as duas cavidades presentes logo atrás de seus olhos. Então, utilize um alicate para retirar cuidadosamente o anzol de sua boca. Ao segurar a cauda, em cuja base está o grande e pontudo aguilhão (“ferrão”) que é recoberto por muco tóxico, firme as mãos um palmo abaixo da base, de preferência usando uma luva. Apesar do perigo maior ser pisar em uma arraia dentro da água, fora dela o animal costuma se debater dando chicotadas com a cauda, fique atento.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PEIXE ESPADA

Nome popular: 

Espada   

Habitat: 

O peixe espada existe em praticamente todo o litoral brasileiro, vivendo ao redor de ilhas dentro e fora de baías. Podem atingir até 2 metros de comprimento e 4 Kg de peso.

Técnicas de pesca: 

Deve-se utilizar equipamento de ação média pesada, composto de vara para linhas de 10 a 20 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para 100 m de linha com 0,40 mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 4/0 a 6/0 ou garateias 1/0 a 2/0.

Existem várias formas de se pescar o peixe espada já que ele vive tanto em locais fundos como rasos. Pode-se utilizar bóia, de preferência luminosa, pois costuma-se pescar à noite. Para se pescar com iscas naturais, deve-se utilizar pequenos peixes como a sardinha, por exemplo.

As iscas artificiais de meia água também são eficientes, tanto na modalidade de corrico como na de arremesso, de preferência as iscas com 11 a 13 cm, cores prateadas que imitem uma sardinha por exemplo.

Dica: Preste atenção ao recolher a isca, pois este peixe gosta de persegui-la, podendo atacá-la até minutos antes do pescador terminar o recolhimento.

Atenção: Muito cuidado ao manusear o peixe quando fisgado, use sempre uma luva pega peixe ou um alicate boca grip para auxiliá-lo a remover o anzol da boca do peixe, o espada tem dentes afiadíssimos que podem causar sérios danos se presos às nossas mãos.

Se estiver pescando embarcado, procure segurá-lo logo abaixo da cabeça com força, para que o peixe não tenha como movimentar-se em direção a sua mão, alguns pescadores mais experientes batem com a cabeça do peixe na borda da embarcação, fazendo o mesmo ficar desnorteado.

Melhor época: Durante todo o ano, oscilando um pouco de acordo com as alterações climáticas, no verão costumam ser capturados os maiores exemplares.

Tamanho mínimo: Liberado

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES

·       Leve sempre diferentes tipos de iscas

·       Para iscar a sardinha, use sempre um iscador com cabo para sua segurança

·       Use garatéias de acordo com o tamanho da sua isca

·       Restos de peixes são excelentes para serem usados como ceva

·       Tenha muito cuidado ao remover o peixe do anzol, procure usar sempre um alicate como apoio

·       O espada costuma atacar iscas com mais de 11 cm de comprimento

·  A cor prata ou cromado atrai muito a atenção do peixe

·       Em pescarias noturnas procure usar boias luminosas

·       O espada tem o hábito de caçar suas presas entre meia água e superfície

POR QUE PESCAR O PEIXE ESPADA?

·       Trata-se de uma pescaria muito vibrante e intensa

·       Proporciona brigas excelentes aos pescadores

·       Não requer nenhuma habilidade técnica específica

·       Sua carne é muito saborosa e apreciada

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

CORVINA

Sempre que vamos pescar, ao chegarmos à praia, armamos os equipamentos, conferimos os itens e preparamos as iscas com carinho.

Então, vemo insolúvel pensamento: “hoje é dia, que bom será se eu pegar uma bela corvina”.

A espécie (Micropogonias furnieri) recebe de nós, apaixonados por sua pesca, alguns apelidos carinhosos. Particularmente, chamo-as de “cabeçudas”, devido ao tamanho avantajado de sua cabeça em relação ao corpo.

Peixe de escamas grossas, barriga branca, corpo alongado prateado e dorso com coloração levemente roxa, a corvina é um peixe que ocorre na areia, bem próximo ao fundo, constantemente procurando por alimento.

Ela passa vasculhando tudo com sua boca voltada para baixo. Tenho notado maior incidência de capturas da espécie com tempo adverso, chuvoso e com ventos leves. Sua abocanhada é inconfundível, levando linha para o fundo e, com certeza, proporcionando grandes alegrias ao pescador de praia.

 

Equipamentos: caniços de ação média e rápida para arremessos longos, principalmente quando as encontramos nos canais mais afastados da beira.

Pode-se usar linha com 6 a 10 libras de resistência, ou espessura entre 0,16 e 0,25 mm, de monofilamento. Mesmo as linhas mais finas, quando trabalhadas em conjunto coma fricção do molinete, tiram a corvina com segurança da água.

O tamanho dos anzóis varia entre 10 e 14. Os modelos mais usados são Maruseigo e Hansure.

Como, na maioria das vezes, são necessários arremessos de longo ou médio alcance, os chumbos arredondados, como “beach bomb”, “carambola”, “gota” e “torpedo”, são ótimas opções.

 

Chicotes: a sugestão mais comum é o chicote com linha 0,45 mm, dois rotores, distância de 70 cm entre os rotores (R$ 2,00 nas lojas especializadas) e pernadas de 30 cm.

No entanto, como sabemos tratar-se de um peixe que entra na pernada de baixo na grande maioria das vezes, pode-se usar um chicote com apenas um rotor.

Este chicote de apenas um rotor, é dificilmente encontrado em lojas.

Assim, temos que confeccioná-los manualmente, o que não é nada complicado (ver ilustração).

 

Iscas: pode-se usar várias iscas em busca da corvina, não raro com preferências específicas de acordo com a região. Lula, camarão e corrupto são as mais usadas.
Iscas de tamanho médio para grande são bem-vindas. Corruptos inteiros, lulas pequenas inteiras ou pedaços de lulas grandes, camarões inteirose pedaços (ou “bolotas”) de camarões são abocanhados sem dó pela cabeçuda.

 

Chicote de um rotor e pernada longa

Uma das melhores preparações de chicote para a pesca da corvina, e que tem apresentado ótimos resultados, é o chicote de apenas um rotor, que fica embaixo, próximo ao chumbo.

Outra forma é com uma pernada fixa no girador, na extremidade da linha, com chumbo “oliva” ou “bola”, que corre na linha do chicote.

A grande sacada é o comprimento da pernada, longo, variando de 1,2 a 1,5 metro, proporcionando liberdade de movimento e área de varredura muito maiores no fundo, tornando-se praticamente irresistível para as corvinas que passarem por perto.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

PAMPO

Sempre que estamos com os pés na areia, após arrumar toda a tralha, preparar os chicotes com os anzóis, iscar com carinho e arremessar, pensamos: “Puxa, bem que podia entrar um belo de um peixe e tomar toda a linha sem parar” …

Com certeza, sempre ficamos com esse pretensioso pensamento quando estamos pescando.

Um dos poucos peixes que podem seguramente dar essa emoção ao pescador de praia são os pampos (Trachinotuscarolinus).

Com sua força inesgotável, grande velocidade com que corta as ondas e até alguns eventuais saltos, ele chega a brigar com o robalo pelo título de peixe mais esportivo na modalidade. Os pampos podem ser encontrados nas praias de todo o país.

Os maiores Pampos são encontrados a partir do litoral do Espírito Santo, em direção ao norte. A cor prata nos flancos, com o dorso esverdeado e o ventre amarelo-ouro caracterizam as cores desse valente, que chega a ser encontrado com mais de 3 kg na praia.

Costuma ficar na arrebentação das ondas, na “espuma”, em busca de alimentos que se desprendem do fundo. Andam em cardumes e atacam as iscas com vontade.

Materiais indicados

– Varas: de 3,6 a 3,9 metros, resistentes e de ação média

– Molinetes: médios e grandes, tamanho 4000 a 7000

– Linhas: pode-se usar as mais finas, com 0,18 mm ou 0,20 mm, lembrando que em algumas regiões será necessário usar náilon entre 0,25 mm e 0,30 mm devido aos grandes exemplares.

– Arranque: uma boa opção é o progressivo, que vai de 0,23 mm até 0,50 mm, ou linha normal entre 0,37 e 0,45 mm.

– Anzóis: médios, como os modelos Maruseigo 14, Mini Shiner Hook 1, Pro Hirame 15, Isumedina 14, Yamajin 2/0 e Big Surf 12 e 16.

– Iscas: o pampo é forte e veloz no ataque. Iscas médias e grandes como corrupto inteiro, camarão descascado e inteiro, minhoca de praia e tatuí são as preferidas, e que têm os melhores resultados.

– Chicotes: e chumbos: pode-se usar chicotes com dois rotores, com distância de 70 ou 80 cm entre os rotores, usando também pernadas um pouco mais longas, por volta de 40 cm. Com a intenção de fixar o chumbo e deixar a pernada “trabalhando” solta, uma boa escolha são “pirâmides” de 70 a 140 gramas, dependendo da região e da força da corrente marinha na praia.

Cuidados especiais

Tenha certo cuidado ao preparar os chicotes para os pampos. Use, de preferência, rotores fechados, evitando os de engate rápido e munidos com snap´s também reforçados que prendem o chumbo. A batida dele é forte, e alguns materiais podem romper. Ao segurar o peixe, o pescador deve ficar atento com os espinhos em seu dorso, ou os pampos lhe deixará suas marcas.

NOVA TÉCNICA PARA PESCA DO PAMPO 

Um sistema que tem trazido bons resultados, inclusive na captura de grandes Pampos, é o uso do chicote de pesca de praia com duas pernadas, usando como isca o tatuí em silicone, feito com garrote (borracha de soro), aliado a um pedaço de cadarço na cor vermelho, que faz imitar as ovas do tatuí.

Este tipo de chicote tem se mostrado muito eficiente em praias de tombo (fundas), por não haver a necessidade de se entrar na água para efetuar o arremeesso. Em praias rasas o trabalho do chicote se torna mais produtivo na rebentação das ondas, onde se forma a espuma.

(Fonte: site pescanapraia.com)

 

 

BETARA / PAPA-TERRA

Seja na região Sul, Sudeste ou Nordeste brasileira, ao pescarmos na praia o encontro é praticamente certo com uma das espécies mais conhecidas do nosso litoral: a betara (Menticirrhus americanus), também conhecida como biterra, papa-terra ou perna-de-moça, tudo depende da região.

Um peixe que, apesar de não atingir porte avantajado (chega a pouco mais de 1 quilo e 50 centímetros), oferece boas fisgadas ao pescador.

A melhor época para pescar a betara é o período compreendido entre os meses de dezembro e abril.


Equipamentos:
de ação leve a média. Deve-se usar linha com 6 a 10 libras de resistência, ou espessura entre 0,16mm e 0,23mm, de monofilamento.

Os chicotes são confeccionados com linha de 0,45mm, usualmente com dois rotores.

Os anzóis são pequenos, entre os tamanhos 8 e 12. O modelo mais usado é o Maruseigo.


Dicas:

Peixe que fica no fundo e tem a boca voltada para baixo, a betara geralmente “entra” na pernada de baixo. Assim, pode-setambém optar por um chicote de apenas um rotor, próximo ao chumbo, aumentando-se o comprimento da pernada para cerca de 50 centímetros. Para incrementá-la ainda mais, usa-se dois anzóis com distância de 5 centímetros entre si.

A betara normalmente enrola bastante a pernada durante a briga, deixando-a com bastante memória e embaraçada com o chicote. O problema pode ser resolvido usando-se linha de fluorcarbono ao invés de náilon comum.

Tenha sempre em mãos um “saca anzól”. É comum os exemplares menores “embucharem” os anzóis, o que dificulta sua retirada com as mãos.

 

Iscas: As betaras aceitam boa variedade de iscas, entre elas o camarão, o corrupto, o tatuí, a minhoca e o sarnambi. Mas nota-se melhor rendimento quando se usa o camarão.
Uma boa forma de iscá-lo é em filés, pedaços ou mesmo inteiro, sem cascas.

 

Dicas:
Quando o camarão é iscado inteiro, a casca é retirada com o auxílio de uma faca, através de um corte longitudinal feito nas costas do crustáceo.

Em seguida, passa-se o anzol na parte mais grossa (onde estava a cabeça), correndo a linha pelo corpo do camarão e amarrando-o na parte mais fina (cauda).

Iscado em filés, o camarão é cortado ao meio (após retirada a casca), rendendo pelo menos 2 iscas.


Artimanha de fuga

Quando fisgada, a betara tenta se livrar do anzol com arrancadas para trás ou para frente, afrouxando a linha.

Portanto, não se deve dar folga à linha em nenhum momento da briga.

Fique atento: se a linha que está esticada durante a espera ficar frouxa de repente, é provável que a responsável seja uma betara.

Não hesite em conferir e fisgar.

 

NOVA TÉCNICA PARA PESCA DE PRAIA

Um sistema que tem trazido bons resultados, inclusive na captura de grandes betaras, é o uso do chicote tipo “Carolina Rig” em conjunto da minhoca Swamp Crowler.

Após efetuar o lançamento, movimente apenas a mão que segura a vara de 3 ou 4 toques curtos para trás e em seguida enrole o excesso da linha. Faça isso até sentir o tranco ou corrida na linha; ao sentir, fisgue com vontade, pois com certeza a betara estará com a minhoca dentro da boca.

Em alguns estados o pessoal está usando a minhoca de praia em pedaços e usando essência atrativa de camarão para aguçar ainda mais os predadores.

 

(Fonte: site pescanapraia.com)